Saúde • 10:22h • 28 de abril de 2026
Hipertensão: silenciosa e hereditária, doença pede mudança de hábitos
Sintomas incluem dores no peito, dor de cabeça, tonturas e fraqueza
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado em 26 de abril, chama a atenção para uma doença silenciosa que afeta não apenas adultos e idosos, mas também, cada vez mais, adolescentes e crianças. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a pressão alta tem avançado entre diferentes faixas etárias e exige atenção constante.
A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão do sangue nas artérias. Esse quadro faz com que o coração trabalhe mais do que o normal para bombear o sangue, aumentando o risco de problemas graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma e insuficiência renal e cardíaca.
Embora tenha forte influência genética — presente em cerca de 90% dos casos —, diversos fatores contribuem para o aumento da pressão, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, estresse, ingestão elevada de sal, colesterol alto e sedentarismo.
Uma mudança recente nas diretrizes brasileiras passou a considerar a pressão 12 por 8 como indicativo de pré-hipertensão, e não mais como nível ideal. O objetivo é identificar precocemente pessoas em risco e estimular medidas preventivas, principalmente por meio de mudanças no estilo de vida. Para ser considerada normal, a pressão deve estar abaixo desse valor. Já níveis iguais ou superiores a 14 por 9 continuam sendo classificados como hipertensão.
Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas. Quando aparecem, geralmente indicam que a pressão está muito alta, podendo causar dor no peito, dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
A única forma de diagnóstico é a medição regular da pressão arterial. A recomendação é que pessoas a partir dos 20 anos façam esse acompanhamento pelo menos uma vez ao ano. Quem tem histórico familiar deve medir com mais frequência.
Apesar de não ter cura, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico. O tratamento pode incluir medicamentos e mudanças no estilo de vida. O Sistema Único de Saúde oferece gratuitamente os remédios indicados, que podem ser retirados em unidades básicas de saúde ou pelo programa Farmácia Popular, mediante apresentação de documento com foto, CPF e receita médica válida.
A prevenção passa, principalmente, por hábitos saudáveis, como manter o peso adequado, reduzir o consumo de sal, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool, controlar o diabetes e priorizar uma alimentação equilibrada.
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