• Alerta à População: Natural nem sempre é seguro
  • Dia Mundial do Braille reforça papel da Linha Braille na inclusão digital
  • Ataque à Venezuela inaugura nova doutrina de força e desafia os pilares do jornalismo democrático
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 11:39h • 22 de março de 2025

Hipertensão e intestino: pesquisadores descobrem caminho para novos tratamentos

Pesquisadores desvendam como a alimentação pode ser a chave para o tratamento da pressão alta, abrindo caminho para novos medicamentos especializados

Da Redação | Com informações da Universidade de Monash | Foto: Divulgação

Nova ligação entre intestino e hipertensão promete revolucionar o tratamento da pressão alta
Nova ligação entre intestino e hipertensão promete revolucionar o tratamento da pressão alta

A hipertensão, uma das principais causas de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e insuficiência renal, é responsável por afetar uma em cada três pessoas na Austrália, e o número de casos no mundo é igualmente alarmante. No entanto, uma nova descoberta de pesquisadores da Universidade Monash pode significar o início de tratamentos mais especializados e eficazes para controlar a pressão arterial. O estudo revela uma conexão intrigante entre o intestino e a hipertensão, trazendo à tona um novo mecanismo que pode mudar a forma como lidamos com o tratamento dessa condição.

O projeto foi liderado pela professora Francine Marques, do Laboratório de Pesquisa de Hipertensão na Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Monash, com colaboração de cientistas da Austrália, China e Cingapura. A pesquisa mostra que a fibra dietética, especialmente por meio da produção de ácidos graxos de cadeia curta, pode ser a chave para reduzir a pressão alta. Esses ácidos graxos são produzidos pelos micróbios intestinais quando fermentam os alimentos ricos em fibras, como legumes, frutas, grãos integrais e sementes.

O que torna essa descoberta ainda mais revolucionária é a identificação de dois receptores nas células intestinais, conhecidos como GPR41 e GPR43, que são ativados por esses ácidos graxos. Esses receptores, presentes em células imunes e nas células que revestem a parede intestinal, desempenham um papel fundamental em desencadear mecanismos anti-inflamatórios, o que ajuda a reduzir a pressão arterial. A ativação desses receptores, no entanto, depende da ingestão adequada de fibras na dieta, algo que muitos não estão consumindo em quantidade suficiente.

“A fibra dietética é fundamental, mas a maioria das pessoas não a consome o suficiente. E quando isso acontece, a permeabilidade intestinal aumenta, permitindo que componentes microbianos entrem na circulação, o que ativa a inflamação e contribui para a hipertensão”, explicou o pesquisador principal, Rikeish R Muralitharan. Isso demonstra que, de alguma forma, a hipertensão pode começar no intestino e ser amplificada por um desequilíbrio na dieta.

O estudo não apenas revelou esse novo mecanismo, mas também mostrou que algumas variantes genéticas, encontradas em cerca de 300.000 pessoas, podem levar a taxas mais baixas de hipertensão. O que significa que uma pessoa com uma predisposição genética favorável pode ter maior resistência a desenvolver pressão alta, mesmo sem seguir a dieta ideal.

O próximo passo dessa pesquisa será a realização de um ensaio clínico em humanos, que tem como objetivo compreender melhor a permeabilidade intestinal e como ela afeta a hipertensão. Além disso, um novo ensaio com medicamentos está sendo iniciado, onde pesquisadores estão buscando substâncias que possam ativar os receptores GPR41 e GPR43 de forma controlada, abrindo assim a possibilidade de novos tratamentos focados no intestino.

Para a professora Marques, essa descoberta representa um avanço significativo não apenas no entendimento da hipertensão, mas também na forma como podemos abordar sua prevenção e tratamento. O foco na dieta e no intestino pode ser a chave para o desenvolvimento de tratamentos menos invasivos e mais naturais.

Com a promessa de novas opções de tratamento, essa pesquisa abre portas para a inovação no controle da pressão arterial, contribuindo para a saúde global e oferecendo esperança para milhões de pessoas que convivem com a hipertensão.

Para mais detalhes sobre a pesquisa e os próximos passos do estudo, acesse o site do Laboratório de Pesquisa de Hipertensão da Universidade de Monash.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 13:32h • 04 de janeiro de 2026

Medicamentos vencidos e mal armazenados podem colocar sua saúde em risco

Deixar de seguir as instruções contidas na bula e nas embalagens pode trazer riscos à saúde e prejudicar a eficácia do produto

Descrição da imagem

Esporte • 13:26h • 04 de janeiro de 2026

Assis na São Silvestre: coordenadora de Turismo completa a 100ª edição da prova

Lu Jordan completou pela quarta vez a tradicional prova de 15 km, realizada em 31 de dezembro de 2025, em uma edição histórica que reuniu cerca de 55 mil corredores na capital paulista

Descrição da imagem

Economia • 12:29h • 04 de janeiro de 2026

Presidente sanciona Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 com meta de superávit de R$ 34 bilhões

LDO define prioridades fiscais do governo federal, orienta a elaboração do Orçamento e estabelece regras para despesas, investimentos e dívida pública

Descrição da imagem

Saúde • 12:06h • 04 de janeiro de 2026

Estudo identifica características de pessoas propensas a ter obsessão por alimentação saudável

Pesquisa realizada com quase 1.500 brasileiros verificou características pessoais que podem colaborar para que o comer saudável se torne um processo tão rígido que leva à ansiedade, ao isolamento social e até a desequilíbrios nutricionais

Descrição da imagem

Saúde • 11:39h • 04 de janeiro de 2026

Mulheres acima de 80 anos são maioria entre beneficiários de planos de saúde no Brasil

Levantamento mostra que, na faixa etária mais avançada, há quase o dobro de mulheres com cobertura de saúde suplementar; Sudeste concentra os maiores índices

Descrição da imagem

Saúde • 11:18h • 04 de janeiro de 2026

Alerta à População: Natural nem sempre é seguro

O risco invisível dos suplementos e fitoterápicos vendidos sem controle e de procedência duvidosa

Descrição da imagem

Cidades • 10:51h • 04 de janeiro de 2026

Ciclones, tornados ou furacões: Simepar explica a diferença entre os fenômenos

Após passagem de três tornados no Paraná, fenômenos como esse despertaram a atenção da população. Segundo meteorologistas, a diferença entre os ciclones e tornados está no tamanho e no tempo de duração. Já tufões, furacões e ciclone tropical são o essencialmente o mesmo fenômeno

Descrição da imagem

Economia • 10:10h • 04 de janeiro de 2026

Nova tarifa da Sabesp entra em vigor com valor cerca de 15% menor que no modelo estatal

Atualização considera apenas a inflação e ocorre em meio a aumento expressivo de investimentos em saneamento até a meta de universalização

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia

Como se preparar para o primeiro apagão cibernético de 2025