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Variedades • 20:41h • 08 de outubro de 2025

Gray Divorce: estudo revela aumento dos divórcios após os 60 anos no Brasil

Pesquisa revela que o fim de casamentos longos pode representar não apenas ruptura, mas também liberdade, autoconhecimento e novos começos

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Fenômeno do “divórcio grisalho” mostra que nunca é tarde para recomeçar
Fenômeno do “divórcio grisalho” mostra que nunca é tarde para recomeçar

Cada vez mais brasileiros estão rompendo uniões estáveis após décadas de casamento. O movimento, conhecido como Gray Divorce — ou “divórcio grisalho” —, vem ganhando força no país e reflete transformações sociais, emocionais e culturais de uma geração que decidiu buscar felicidade e autonomia após os 50 anos.

De acordo com pesquisa do Centro Universitário de Brasília (CEUB), conduzida pela psicóloga Manuela Borges, o fenômeno, já amplamente estudado nos Estados Unidos, começa a se consolidar também entre os brasileiros. A pesquisa indica que os divórcios tardios reúnem sentimentos opostos: solidão, dor e culpa convivem com alívio, entusiasmo e desejo de recomeçar.

Manuela entrevistou homens e mulheres entre 61 e 90 anos, todos divorciados após os 60, para compreender os impactos da separação tardia nas relações familiares e na adaptação individual. “Os relatos mostram um percurso de reconstrução emocional. Muitos descrevem a separação como libertadora, ainda que inicialmente marcada por sofrimento”, explica.

Motivos de divórcios 60+

Entre as motivações mais recorrentes estão a busca por realização pessoal, o fim do estigma social em torno do divórcio, a síndrome do ninho vazio e a maior expectativa de longevidade, que impulsionam decisões antes consideradas improváveis. “Com o aumento da independência, especialmente das mulheres, muitos percebem que não precisam permanecer em relações insatisfatórias”, acrescenta a professora Izabella Melo, orientadora do estudo.


Os depoimentos coletados revelam que o recomeço pode surgir de diversas formas: aulas de dança, viagens, cursos, novos amigos e até relacionamentos. Um dos entrevistados relatou ter reencontrado o amor nas pistas de dança; outro, que voltou a estudar para preencher o tempo e reconectar-se consigo mesmo.

O estudo também aponta que a reação inicial da família costuma ser de choque e resistência, mas tende a se transformar em compreensão e apoio conforme os benefícios emocionais se tornam visíveis. “A família não espera uma separação após 30 ou 40 anos de casamento, mas, ao perceber o impacto positivo na vida dos pais, muitos acabam acolhendo a decisão”, explica Izabella.

Mesmo enfrentando desafios como a solidão, os participantes demonstraram capacidade de reinvenção e autonomia. Para a autora da pesquisa, o Gray Divorce representa uma nova etapa de amadurecimento social no Brasil. “Essas histórias mostram que nunca é tarde para recomeçar. O casamento constrói um ‘nós’, mas a separação convida à redescoberta do ‘eu’”, conclui Manuela.

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