• Marília: Curso de Turismo Rural continua com inscrições abertas
  • Probióticos e prebióticos: como aliados da saúde intestinal fortalecem a imunidade
  • Assis é cidade universitária ou cidade aposentada? Dados do IBGE mostram uma cidade em transição
Novidades e destaques Novidades e destaques

Política • 14:07h • 24 de outubro de 2024

Governo Federal não vai custear seguro-desemprego com multa do FGTS

Benefícios são conquistas históricas dos trabalhadores e serão preservados

Da Redação/Agência Gov | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministério do Trabalho e Emprego toma medidas para evitar fraudes e recebimentos indevidos do seguro-desemprego
Ministério do Trabalho e Emprego toma medidas para evitar fraudes e recebimentos indevidos do seguro-desemprego

Informações falsas estão sendo divulgadas sobre mudanças na multa em caso de demissão sem justa causa e no seguro-desemprego. Ambos são direitos que os trabalhadores possuem nos casos de demissões sem justa causa e são instrumentos de proteção social com previsão legal e constitucional. Portanto, as informações são infundadas e apresentam concepções equivocadas acerca da função social desses direitos, bem como das repercussões econômicas e inviabilidades inerentes a tal proposta que jamais esteve na pauta do Governo Federal.

Sem citar fontes, os conteúdos desinformativos partem de premissas falaciosas. A começar pela suposição de que os pagamentos do seguro-desemprego e da multa rescisória ao trabalhador demitido sem justa-causa resultem em uma sobreposição de benefícios. O seguro-desemprego é um benefício previsto na Constituição Federal como um direito dos trabalhadores. A multa em caso de demissão sem justa causa é uma indenização prevista na lei do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelo empregador. Não se trata de um acúmulo de benefícios, mas sim do exercício de dois direitos diferentes: um custeado pelo Estado e outro pelo empregador.

Outro engano é a vinculação da multa devida pelo empregador ao empregado demitido sem justa causa ao resultado primário das contas do governo. A multa de 40% do saldo repassado pelo empregador ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma indenização paga pelo empregador ao colaborador, e não um benefício repassado pela União para este trabalhador. Mais uma vez: quem paga a multa é o empregador, e não o Governo Federal. A lei que dispõe sobre o FGTS prevê essa multa e ela foi criada como forma de garantir um planejamento financeiro para o trabalhador manter sua família, bem como disciplinar o mercado de trabalho, evitando demissões injustificadas.

A tese de transformação da multa em imposto é completamente infundada. A multa por demissão sem justa causa é um direito adquirido pelos trabalhadores brasileiros. A proposta vai contra a noção de segurança jurídica prevista no texto constitucional. De acordo com a lei que dispõe sobre o FGTS, as contas do Fundo vinculadas em nome dos trabalhadores são absolutamente impenhoráveis. Deste modo, o Governo Federal não pode destinar esses recursos para fins quaisquer.

O seguro-desemprego é viabilizado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é financiado a partir das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), e sua gestão é do Ministério do Trabalho e Emprego. Recentemente, o Congresso Nacional aprovou uma lei que determina a reoneração gradual da folha de pagamentos e impacta positivamente no PIS e no Pasep reconstituindo esses dois instrumentos financeiros de proteção social.

A revisão de gastos públicos incita diversas teses sem sustentação teórica ou prática. A realidade é que o Governo Federal adota medidas focadas naqueles benefícios concedidos a pessoas que não têm direito a estes pagamentos do governo. Quem de fato precisar dos benefícios, não será alvo de controle. O Ministério do Trabalho e Emprego já toma medidas para evitar fraudes e recebimentos indevidos do seguro-desemprego.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:10h • 21 de fevereiro de 2026

Arte ao ar livre: MON leva exposição inédita para o Parque Estadual de Vila Velha

O “MON sem Paredes – Vila Velha” tem curadoria de Marc Pottier e conceito de Fernando Canalli. Os artistas participantes são: Gustavo Utrabo, Tom Lisboa, Kulykirida Menihaku, Sonia Dias, Denise Milan e Alexandre Vogler. A inauguração será em 25 de fevereiro, às 15h

Descrição da imagem

Saúde • 15:33h • 21 de fevereiro de 2026

Refluxo frequente pode aumentar risco de câncer? Saiba quando o sintoma vira alerta

Entenda como a inflamação crônica no esôfago pode evoluir para quadros mais graves

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:06h • 21 de fevereiro de 2026

Sistema do Governo de São Paulo monitora mananciais e amplia planejamento de abastecimento

Nova metodologia na gestão dos mananciais estabeleceu 7 faixas que determinam ações a serem adotadas, de acordo com nível de criticidade

Descrição da imagem

Saúde • 14:46h • 21 de fevereiro de 2026

Entenda por que a psoríase não é apenas um problema dermatológico

Inflamação crônica pode estar ligada a doenças cardiovasculares, artrite e depressão

Descrição da imagem

Variedades • 14:13h • 21 de fevereiro de 2026

Caminhos paulistas do SUS: como São Paulo ajudou a moldar a saúde pública no Brasil

Experiências pioneiras em gestão, descentralização e participação popular influenciaram a criação do sistema universal

Descrição da imagem

Saúde • 13:51h • 21 de fevereiro de 2026

Saúde bucal deve ser monitorada principalmente durante tratamento com semaglutida

Uso de semaglutida está associado a boca seca, mau hálito e erosão dentária, segundo dentista

Descrição da imagem

Cidades • 13:07h • 21 de fevereiro de 2026

Marília: Curso de Turismo Rural continua com inscrições abertas

6ª edição do programa busca ampliar a geração de emprego e renda através da valorização das atividades rurais locais

Descrição da imagem

Educação • 12:26h • 21 de fevereiro de 2026

USP oferece curso de extensão sobre economia, cultura e poder na internet

Aulas abordam temas como economia de dados, IA, regulação e governança digital; inscrições vão até 20 de fevereiro

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar