Policial • 20:02h • 28 de agosto de 2026
Golpe do falso Pix causa prejuízo de R$ 2,3 mil em pizzaria de Presidente Prudente
Polícia Civil cumpriu quatro mandados nesta sexta-feira em Presidente Prudente após investigar pedidos entregues com falsos comprovantes; orientação é conferir o dinheiro na conta antes de liberar produtos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Deinter 8 | Foto: Divulgação
Um golpe que utiliza falsos comprovantes de Pix para simular o pagamento de pedidos levou a Polícia Civil a deflagrar, nesta sexta-feira, 28 de agosto, a Operação Recidiva, em Presidente Prudente. A investigação começou depois que o proprietário de uma pizzaria percebeu que havia entregado produtos acreditando nos comprovantes enviados pelos clientes, mas os valores nunca haviam entrado na conta do estabelecimento.
Ao todo, seis pedidos foram entregues e provocaram prejuízo de R$ 2.374,40. Outros três foram identificados pelo comerciante antes da entrega, impedindo novas perdas. Segundo a investigação, a dinâmica se repetia: os produtos eram solicitados, um endereço de entrega era informado e, posteriormente, era encaminhado um comprovante que não correspondia a uma transação efetivamente realizada.
O caso serve de alerta também para comerciantes de Assis e região que trabalham com delivery, vendas pelas redes sociais, WhatsApp ou qualquer modalidade na qual o produto seja liberado após o envio de um comprovante.
Confira a conta, não apenas o comprovante
Com a popularização do Pix e de outros pagamentos digitais, comprovantes falsificados ou adulterados podem ser utilizados para fazer o estabelecimento acreditar que uma transferência foi concluída. Por isso, antes de entregar alimentos, mercadorias ou liberar qualquer produto, a recomendação é verificar se o valor efetivamente entrou na conta bancária.
A Polícia Civil também orienta estabelecimentos com grande volume de vendas a realizarem conferências diárias entre pedidos, valores comercializados e créditos recebidos. A medida pode revelar rapidamente diferenças que passariam despercebidas no movimento cotidiano e impedir que o mesmo golpe seja repetido diversas vezes.
Se houver suspeita de fraude, comprovantes, conversas, números de telefone utilizados no contato, registros dos pedidos, endereços de entrega e outras informações relacionadas à negociação devem ser preservados para auxiliar a investigação policial.
Comprovante não é pagamento: golpe do falso Pix leva polícia a fazer alerta aos comerciantes
Operação apreendeu seis celulares
Com o avanço da investigação em Presidente Prudente, a Polícia Civil obteve quatro mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente nesta sexta-feira. Seis aparelhos celulares foram apreendidos em imóveis relacionados aos fatos investigados.
Em uma das buscas, um investigado afirmou inicialmente que não possuía celular. Durante a diligência, porém, os policiais localizaram um aparelho escondido sob o colchão de uma cama, que também foi apreendido.
Os dispositivos serão encaminhados ao Instituto de Criminalística de Presidente Prudente para extração e análise de dados. A investigação busca esclarecer completamente os fatos, individualizar as condutas e verificar a eventual participação de outras pessoas.
O nome Operação Recidiva faz referência ao histórico criminal de um dos investigados, já condenado em primeira instância em duas oportunidades por crimes semelhantes envolvendo fraudes eletrônicas contra estabelecimentos do ramo alimentício. As investigações continuam.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Educação
Quem são os alunos de Assis, Cândido Mota e Florínea que conquistaram intercâmbio internacional: veja a lista
Jovens de oito municípios estudarão no Canadá, na Irlanda e na Nova Zelândia pelo Prontos pro Mundo e devem entregar documentos até 21 de setembro