Ciência e Tecnologia • 16:48h • 14 de janeiro de 2026
Foguete com satélites brasileiros é perdido após falha em lançamento na Índia
Missão levava cinco nanossatélites do Brasil, incluindo um desenvolvido pela UFMA
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação
Um foguete indiano que transportava cinco satélites brasileiros desapareceu após apresentar falha durante o lançamento realizado na madrugada de segunda-feira (12), na Índia. O PSLV-C62, da Agência Espacial Indiana (Isro), teve uma anomalia identificada no terceiro de seus quatro estágios, o que provocou a perda do veículo e de toda a carga a bordo.
O lançamento ocorreu às 10h17 no horário local da Índia, 1h48 pelo horário de Brasília, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, localizado na ilha de Sriharikota. Pouco mais de seis minutos após a decolagem, a Isro detectou uma falha no estágio PS3, resultando em alteração da trajetória planejada.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a agência informou que uma anomalia foi registrada ao final do terceiro estágio do foguete e que uma análise detalhada do ocorrido foi iniciada. Até o momento, não há informações oficiais sobre o local onde o foguete pode ter caído.
Este foi o 64º voo do modelo PSLV. Além do satélite indiano de observação da Terra EOS-N1, a missão levava 14 outros equipamentos, entre eles cinco nanossatélites brasileiros.
Satélite desenvolvido pela UFMA estava na missão
Entre os satélites brasileiros estava o Aldebaran-I, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio institucional e financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB). O equipamento era um protótipo destinado à validação de novas tecnologias espaciais.
O projeto teve início há cerca de cinco anos. O nome Aldebaran-I faz referência à estrela mais brilhante da constelação de Touro, de origem árabe, cujo significado é “seguidor”. Do ponto de vista técnico, trata-se de um cubesat padrão 1U, com formato cúbico e dimensões de 10 centímetros de lado.
O nanossatélite tinha como objetivos contribuir para a identificação de focos de queimadas e auxiliar autoridades costeiras em operações de busca e resgate de pequenas embarcações pesqueiras em situação de risco no mar. Por se tratar de uma prova de conceito, o equipamento serviria para validar tecnologias que poderão ser aplicadas em futuras missões.
Outros satélites brasileiros
Além do Aldebaran-I, também estavam a bordo do foguete os nanossatélites brasileiros Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat. Os projetos integram o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) 2022–2031, coordenado pela Agência Espacial Brasileira, que incentiva o desenvolvimento de satélites acadêmicos de baixo custo e com impacto social.
O programa tem como foco ampliar a participação de universidades e centros de pesquisa no setor espacial, promovendo inovação tecnológica e formação de recursos humanos qualificados no país.
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