Cultura e Entretenimento • 20:41h • 17 de janeiro de 2026
Filmes e séries que ajudam a entender a equidade racial por meio do entretenimento para ver em 2026
Seleção do Pacto de Promoção da Equidade Racial reúne obras que abordam sistema judiciário, resistência histórica e a herança cultural negra por meio do audiovisual
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Oliver Press | Foto: Divulgação
Momentos de pausa no cotidiano podem se transformar em oportunidades de aprendizado e reflexão social. Com esse objetivo, o Pacto de Promoção da Equidade Racial reuniu uma seleção de filmes, séries e documentários que ajudam a compreender a equidade racial, o racismo estrutural e a valorização da cultura negra, por meio de narrativas que dialogam com a história, o presente e os desafios das instituições.
A iniciativa busca estimular o consumo consciente de conteúdos culturais como ferramenta de ampliação de repertório e de compreensão das desigualdades raciais no Brasil e no mundo. As obras indicadas abordam temas como o funcionamento do sistema judiciário, a resistência de povos negros ao longo da história e a construção da identidade cultural afrodescendente.
Segundo o Pacto, o entretenimento tem papel relevante na formação de consciência social, ao apresentar realidades que muitas vezes não fazem parte da experiência cotidiana de grande parte da população. Ao provocar empatia e reflexão, filmes e séries contribuem para debates mais informados sobre inclusão e justiça social.
Obras recomendadas
Malês (em breve no Gloplay)
Dirigido por Antônio Pitanga, o longa retrata a Revolta dos Malês, considerada o maior levante de pessoas escravizadas da história do Brasil, ocorrido em Salvador em 1835. A produção destaca a organização, a sofisticação intelectual e a resistência negra no período colonial. Após passagem pelos cinemas em 2025, segue em circuitos culturais e tem estreia prevista em plataformas de streaming.
AmarElo – É Tudo Pra Ontem (Netflix)
Conduzido pelo rapper Emicida, o documentário vai além do registro de um espetáculo musical. A obra percorre a história da cultura negra brasileira, recuperando trajetórias, símbolos e referências que ajudam a compreender o presente a partir da memória coletiva.
A Mulher Rei (Prime/HBO)
Ambientado no reino africano de Daomé, o filme apresenta a história das Agojie, grupo de mulheres guerreiras responsáveis pela defesa do território. A narrativa amplia o olhar sobre a liderança feminina e as organizações sociais africanas, fugindo de abordagens restritas à dor e à opressão.
Olhos que Condenam (Netflix)
Baseada em fatos reais, a minissérie retrata o caso dos chamados Cinco do Central Park e evidencia como vieses raciais podem influenciar investigações e decisões judiciais. A produção contribui para o debate sobre justiça, preconceito e o impacto institucional do racismo.
Infiltrado na Klan (disponível para aluguel em diversas plataformas)
Dirigido por Spike Lee, o filme narra a história real de um policial negro que se infiltrou na Ku Klux Klan. Utilizando suspense e ironia, a obra propõe reflexões sobre intolerância, vigilância social e os mecanismos de enfrentamento ao extremismo.
Cara Gente Branca (Netflix)
Ambientada em uma universidade de elite, a série aborda o racismo cotidiano por meio de diálogos diretos e situações que evidenciam microagressões e conflitos de pertencimento. A narrativa ajuda a compreender como o preconceito se manifesta em estruturas institucionais.
Ao reunir produções nacionais e internacionais, a curadoria reforça o papel do audiovisual como instrumento de educação social e reflexão crítica. As obras indicadas oferecem diferentes recortes históricos e contemporâneos, contribuindo para um entendimento mais amplo sobre equidade racial e inclusão.
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