Saúde • 18:25h • 31 de março de 2026
Fezes podem indicar problemas de saúde; veja os sinais de alerta
Especialistas alertam que cor, formato e frequência do hábito intestinal são sinais importantes para diagnóstico precoce
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SemFronteiras Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Observar características das fezes, como cor, formato e frequência, pode ajudar a identificar alterações no organismo e até doenças graves, como o câncer colorretal. O alerta ganha destaque durante o Março Azul, campanha de conscientização sobre esse tipo de tumor, que já é o segundo mais frequente entre homens e mulheres no Brasil.
Segundo a proctologista Geanna Resende, mudanças no padrão intestinal não devem ser ignoradas. Fatores como hidratação, alimentação e consumo de fibras influenciam diretamente o aspecto das fezes, mas alterações persistentes podem indicar problemas que exigem avaliação médica.
O formato considerado ideal é semelhante ao tipo 3 ou 4 da escala de Bristol, com aparência cilíndrica. Já fezes muito finas podem indicar alterações na região do reto ou canal anal e devem ser investigadas, especialmente quando persistem ao longo do tempo.
A cor também é um sinal importante. O padrão esperado é o tom acastanhado. Fezes muito escuras, com aspecto semelhante a piche e odor forte, podem indicar sangramento em partes superiores do sistema digestivo. Já a presença de sangue vermelho vivo pode estar relacionada a alterações no intestino grosso ou região anal.
Além do aspecto visual, a frequência evacuatória também merece atenção. Mudanças sem causa aparente, como alternância entre intestino preso e evacuações frequentes, podem ser sinais de alerta. Outros sintomas associados incluem dor abdominal recorrente, perda de peso sem explicação e anemia.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A projeção indica ainda aumento de aproximadamente 10% nas mortes prematuras pela doença até 2030.
Apesar da gravidade, o diagnóstico precoce amplia significativamente as chances de cura, que podem ultrapassar 90% quando a doença é identificada em estágio inicial. Ainda assim, cerca de 65% dos casos são descobertos em fases avançadas.
A recomendação é que pessoas sem sintomas iniciem exames preventivos, como a colonoscopia, a partir dos 45 anos. Em casos com histórico familiar, o rastreamento deve começar mais cedo.
Além do acompanhamento médico, hábitos de vida saudáveis também ajudam na prevenção. Alimentação rica em fibras, ingestão adequada de líquidos, prática de atividade física, evitar alimentos ultraprocessados e não fumar são medidas indicadas para manter a saúde intestinal.
O tema, muitas vezes tratado como tabu, reforça a importância da atenção ao próprio corpo. Identificar sinais precoces e buscar orientação médica pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento de doenças intestinais.
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