Saúde • 09:46h • 01 de fevereiro de 2026
Fevereiro reforça alerta para a saúde do coração e sinais de doenças cardiovasculares
Com cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil, especialistas destacam sintomas que exigem atenção imediata e reforçam a importância da prevenção
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unisa | Foto: Arquivo/Âncora1
Neste domingo, 1º de fevereiro, o início do mês marca não apenas campanhas tradicionais de saúde, como o Fevereiro Roxo e o Fevereiro Laranja, mas também um período de atenção ampliada às doenças cardiovasculares, especialmente à saúde do coração. A mobilização ocorre em meio a dados que colocam essas enfermidades entre as principais causas de morte no país e reforça a necessidade de reconhecer sinais de alerta e adotar cuidados preventivos.
Ao longo de fevereiro, iniciativas nacionais e internacionais voltadas à saúde cardiovascular ganham espaço. Entre elas está a campanha Go Red For Women, liderada pela American Heart Association, que chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças do coração, com foco especial na população feminina.
Segundo dados consolidados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil, o equivalente a aproximadamente 30% de todos os óbitos registrados no país. Na prática, isso representa mais de mil mortes por dia, muitas delas consideradas evitáveis com informação, acompanhamento médico regular e mudanças no estilo de vida.
Para o cardiologista Carlos Gun, professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro e diretor da Divisão de Ensino e Científica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o desconhecimento dos sintomas iniciais ainda é um dos principais obstáculos para o tratamento eficaz. Ele explica que muitos pacientes associam problemas cardíacos apenas à dor intensa no peito, quando, na realidade, os sinais podem ser mais discretos e acabam sendo ignorados.
De acordo com o especialista, alguns sintomas exigem atenção imediata. Entre eles estão dor ou sensação de pressão no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, falta de ar repentina, cansaço fora do padrão habitual, tontura, suor frio e náuseas. Esses sinais, segundo o médico, não devem ser subestimados, especialmente quando surgem de forma súbita.
Carlos Gun destaca ainda que determinados grupos podem apresentar manifestações menos evidentes. Mulheres, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, podem ter sintomas atípicos, como desconforto abdominal, dor nas costas ou fadiga intensa e inesperada, que também podem indicar um evento cardiovascular.
Além do reconhecimento precoce dos sinais, o cardiologista reforça que a prevenção contínua é decisiva para reduzir os riscos ao longo da vida. O controle da pressão arterial, a adoção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, a interrupção do tabagismo e a realização de check-ups periódicos estão entre as medidas mais eficazes para preservar a saúde do coração.
Em um mês marcado por campanhas de conscientização, o início de fevereiro reforça a importância de olhar para o coração de forma preventiva, utilizando a informação como aliada para reduzir riscos e ampliar as chances de diagnóstico e tratamento precoces.
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