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Variedades • 19:39h • 16 de julho de 2025

Falta de diálogo afasta usuários de aplicativos de relacionamento

Estudo revela que 30% das conversas terminam no primeiro dia e motiva campanha para resgatar o interesse em interações mais profundas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mention | Foto: Divulgação

Conversas curtas e desinteresse agravam crise nos apps de namoro
Conversas curtas e desinteresse agravam crise nos apps de namoro

Os aplicativos de relacionamento estão passando por um momento de baixa no engajamento e na qualidade das interações. Segundo um levantamento recente do Denga Love, app voltado à comunidade negra no Brasil, 30% das conversas entre usuários terminam já no primeiro dia ou após poucas mensagens. Além disso, 45% das conversas foram classificadas como superficiais ou desinteressantes pelos participantes da pesquisa realizada em junho.

Outro dado importante revela que a maioria das interações não evolui para encontros presenciais, principalmente por falta de interesse mútuo (60%) e pela ausência de iniciativa da outra parte (50%). A pesquisa também aponta um desequilíbrio no esforço de comunicação, com 35% dos entrevistados afirmando que seus matches “raramente” ou “quase nunca” puxam conversa.

Essas dificuldades de manter um diálogo consistente refletem mudanças mais profundas no modo como as pessoas se relacionam online. O levantamento indica que as interações em apps de namoro se tornaram mais parecidas com um “jogo de acumulação”, em que o foco está nos likes e matches, mas sem compromisso com conversas mais profundas.

Em resposta a esse cenário, o Denga Love lançou a campanha “Toda história de amor começa com um oi”, que combina novas funcionalidades no aplicativo, como lembretes para puxar conversa, mensagens rápidas sugeridas e recompensas para quem toma a iniciativa, com ações nas redes sociais e eventos presenciais. A meta é incentivar interações mais autênticas e prolongadas entre os usuários.

Esses resultados confirmam tendências observadas em outros estudos recentes na América Latina. Pesquisa Datafolha de 2023 mostrou que 35% dos usuários de aplicativos de namoro no Brasil raramente conversam com suas conexões. No México, levantamento do Bumble em 2024 apontou que 68% das pessoas sentem ansiedade ao marcar encontros presenciais, mesmo após dar match. No Brasil, um estudo da USP em 2024 indicou que 53% dos jovens entre 18 e 30 anos não conseguem manter uma conversa longa sem checar o celular.

Além disso, há uma preocupação crescente com o empobrecimento da comunicação nos aplicativos. Aplicativos tradicionais como Tinder e até os voltados para comunidades específicas perderam muito engajamento. Muitos usuários tratam os apps como uma “grande caixa de e-mail”, acessada uma vez por dia ou até por semana apenas para limpar mensagens. Aquele método mais cuidadoso de entrar e responder com atenção se perdeu ao longo dos anos.

As conversas passaram a se resumir a respostas curtas e desinteressadas — mensagens como “Ss” para “sim” ou “td” para “tudo” são cada vez mais comuns, além de interações em que as pessoas sequer leem antes de responder. Esse padrão demonstra falta de capricho, interesse e leitura real das mensagens, o que tem sido motivo de frustração para muitos usuários e desafio para os desenvolvedores das plataformas.

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