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Saúde • 19:23h • 15 de junho de 2026

Existe uma duração ideal para a terapia? Entenda por que a resposta varia de pessoa para pessoa

Especialista explica que o tempo do acompanhamento depende dos objetivos, das necessidades emocionais e do desenvolvimento do processo terapêutico

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Arquivo/Âncora1

Do atendimento breve ao acompanhamento contínuo: como funciona o tempo da terapia
Do atendimento breve ao acompanhamento contínuo: como funciona o tempo da terapia

Quem procura terapia costuma ter uma dúvida em comum: afinal, quanto tempo dura um processo terapêutico? A resposta, segundo especialistas, não é única. O acompanhamento psicológico ou terapêutico pode ser breve, contínuo ou até retomado em diferentes fases da vida, dependendo das necessidades, dos objetivos e do momento vivido por cada pessoa.

De acordo com a empresária e terapeuta Tatiana Pacher Nazato, a duração da terapia está relacionada à demanda apresentada, à disponibilidade emocional do paciente e ao vínculo construído ao longo das sessões. Em vez de buscar um prazo fixo, a proposta é compreender qual caminho precisa ser percorrido com responsabilidade e propósito.

Há casos em que o acompanhamento é procurado para lidar com situações específicas, como luto, separação, mudanças profissionais ou conflitos familiares. Nessas circunstâncias, o processo pode ter um foco mais delimitado e uma duração menor. Em outros, questões emocionais mais profundas ou padrões que se repetem ao longo dos anos exigem um trabalho mais amplo.

Estudos mostram que não existe um número exato de sessões

Pesquisas citadas pela American Psychological Association (APA) indicam que, em média, entre 15 e 20 sessões são suficientes para que cerca de metade dos pacientes relate melhora significativa dos sintomas. No entanto, esse dado representa uma referência estatística e não uma regra aplicável a todas as situações.

Outro fator que influencia a duração é a abordagem utilizada. Algumas linhas terapêuticas trabalham com metas e protocolos mais estruturados, enquanto outras priorizam a compreensão de histórias de vida, vínculos e padrões de comportamento, o que pode demandar um acompanhamento mais cuidadoso.

Acompanhamento deve ser revisado ao longo do tempo

Especialistas destacam que a terapia não precisa ser entendida nem como uma solução imediata, nem como um processo sem perspectiva de conclusão. Avaliações periódicas ajudam terapeuta e paciente a revisarem objetivos, identificarem avanços e definirem se é o momento de encerrar, pausar ou dar continuidade ao acompanhamento.

Segundo Tatiana, um processo terapêutico bem conduzido também inclui a possibilidade de encerramento quando a pessoa desenvolve mais autonomia e recursos internos para lidar com seus desafios.

A possibilidade de interromper e retomar a terapia em diferentes fases da vida também faz parte desse cuidado. Em muitos casos, sessões de manutenção ou um novo acompanhamento podem ser úteis diante de mudanças importantes ou de novas demandas emocionais.

No fim, mais do que estabelecer um prazo ideal, especialistas apontam que o essencial é que a terapia tenha direção, ética, acompanhamento profissional qualificado e faça sentido para a realidade de cada pessoa.

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