Variedades • 13:41h • 26 de fevereiro de 2026
Eventos extremos devem se intensificar com avanço das mudanças climáticas
Estudo internacional aponta influência humana em desastres recentes e alerta para impactos econômicos e sociais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Econews | Foto: Arquivo/Âncora1
As mudanças climáticas têm provocado alterações significativas nos fenômenos naturais e devem intensificar eventos extremos como ondas de calor, secas, incêndios florestais, chuvas intensas e inundações nos próximos anos. Pesquisas recentes indicam que a ação humana, especialmente a queima de combustíveis fósseis, tem ampliado a frequência e a intensidade desses episódios.
Fenômenos como El Niño e La Niña, que influenciam diretamente o regime de chuvas e temperaturas no planeta, também vêm sendo impactados. No El Niño, as águas do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem; na La Niña, ocorre o resfriamento dessas águas. A mudança climática tem alterado a dinâmica desses sistemas e ampliado seus efeitos.
Pesquisadores do projeto ClimaMeter, financiado pela União Europeia e pelo Centro Nacional de Investigação Científica da França, compararam sistemas de baixa pressão registrados entre 1979 e 2001 com os observados entre 2002 e 2023, período em que o aquecimento global se tornou mais evidente. A análise concluiu que as inundações ocorridas no Rio Grande do Sul foram intensificadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, e não pelo fenômeno El Niño.
Segundo Davide Faranda, pesquisador do Instituto Pierre-Simon Laplace de Ciências do Clima e um dos autores do estudo, os impactos atingem de forma desproporcional comunidades mais vulneráveis, que enfrentam as consequências mesmo tendo baixa responsabilidade pelas emissões globais.
O aumento da temperatura média global, o derretimento das calotas polares e a elevação do nível do mar ampliam os riscos ambientais e socioeconômicos. Para o setor produtivo, os reflexos também são significativos. O relatório Risk Barometer, divulgado pela Allianz Commercial, apontou as mudanças climáticas entre as principais preocupações empresariais, com contribuições de mais de 3 mil especialistas em gestão de riscos de 92 países.
Setores altamente dependentes de recursos naturais, como agricultura, pesca, energia e indústria, estão entre os mais vulneráveis. A instabilidade climática dificulta o planejamento estratégico e amplia os custos operacionais e logísticos.
De acordo com Vininha F. Carvalho, economista e ambientalista, o Relatório Síntese sobre Mudança Climática do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, IPCC, alerta que será difícil manter o aumento da temperatura abaixo de 2 graus Celsius até o fim do século, meta estabelecida pelo Acordo de Paris. O cenário projeta agravamento da insegurança alimentar e hídrica, alterações irreversíveis em ecossistemas e impactos diretos sobre a biodiversidade e populações vulneráveis.
O conjunto de dados reforça a necessidade de políticas de mitigação e adaptação, além de estratégias corporativas voltadas à redução de riscos climáticos.
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