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Ciência e Tecnologia • 16:00h • 08 de julho de 2024

Estudo revela que bactéria no solo ajuda flores a atrair mais polinizadores

Pesquisa da UFABC mostra como a bactéria que fixa nitrogênio no solo aumenta a atratividade das flores para abelhas nativas

Da Redação | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação

Fêmeas de mamangava visitando uma flor de chamaecrista no campo; inseto vibra as partes internas da flor para extrair os grãos de pólen ricos em proteínas, que são levados para suas larvas no ninho
Fêmeas de mamangava visitando uma flor de chamaecrista no campo; inseto vibra as partes internas da flor para extrair os grãos de pólen ricos em proteínas, que são levados para suas larvas no ninho

Um novo estudo realizado pela Universidade Federal do ABC (UFABC) aponta que uma bactéria presente no solo, conhecida por fixar nitrogênio, desempenha um papel crucial na atração de polinizadores para as flores de uma espécie nativa de leguminosa chamada chamaecrista (Chamaecrista latistipula).

Essa descoberta, publicada no American Journal of Botany, revela como os microrganismos do solo podem influenciar a reprodução das plantas.

Relação entre bactérias e plantas

As bactérias fixadoras de nitrogênio formam uma relação de mutualismo com as raízes das plantas. Elas ajudam a planta a obter nitrogênio do solo, um nutriente essencial, em troca de açúcares que a planta produz.

Esse tipo de interação é vital para a chamaecrista, que cresce em solos pobres em nutrientes e depende desse relacionamento para prosperar.

Experimentos e descobertas

Os pesquisadores acompanharam o crescimento de 60 plantas de chamaecrista por 16 meses em dois tipos de solo: um arenoso e pobre em nutrientes e outro rico em matéria orgânica e nitrogênio. Metade das plantas em cada tipo de solo recebeu uma solução com rizóbio, a bactéria fixadora de nitrogênio.


Nódulos das raízes de chamaecrista, onde os rizóbios se proliferam e fixam o nitrogênio, especialmente quando as plantas estão em solo arenoso com baixa disponibilidade de nutrientes

Os resultados mostraram que as plantas cultivadas em solo arenoso com a presença da bactéria rizóbio cresceram quase duas vezes mais e produziram flores mais atraentes para as abelhas nativas, como as mamangavas. As flores dessas plantas apresentaram padrões de cores nas anteras que são mais perceptíveis e atraentes para as abelhas.

Importância das anteras

As anteras das flores são onde o pólen é produzido. Nas plantas que cresceram em solos pobres, mas com a bactéria rizóbio, essas anteras exibiram um padrão de cores que atraiu mais as mamangavas, que são essenciais para a polinização dessas flores.


Á esquerda: plantas de chamaecrista inoculadas com as bactérias fixadoras de nitrogênio no final do experimento. À direita: plantas de chamaecrista que não foram inoculadas com as bactérias fixadoras de nitrogênio no final do experimento

Essas abelhas são capazes de vibrar as flores para liberar o pólen, algo que as abelhas europeias, por exemplo, não conseguem fazer.

Benefícios para o meio ambiente

A pesquisa destaca a importância das bactérias do solo na promoção da biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas naturais. Ao aumentar a atratividade das flores para os polinizadores, essas bactérias ajudam a garantir a reprodução das plantas e a sobrevivência das abelhas nativas, que dependem do pólen como fonte de alimento.

Este estudo reforça a importância das relações entre microrganismos, plantas e animais no meio ambiente. Entender essas interações pode ajudar na conservação de espécies nativas e na promoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, aproveitando a capacidade natural das bactérias do solo para melhorar a saúde das plantas e a eficiência da polinização.

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