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Esporte • 15:25h • 11 de setembro de 2024

Estudo revela que atividade física na infância e adolescência traz benefícios cardíacos permanentes

Pesquisa realizada pela Unesp aponta que prática esportiva na juventude melhora a saúde do coração, mesmo na vida adulta

Da Redação | Com informações do Governo de SP e Agência Fapesp | Foto: Divulgação

O exercício promove uma série de adaptações para que o organismo responda mais adequadamente a situações de estresse
O exercício promove uma série de adaptações para que o organismo responda mais adequadamente a situações de estresse

A prática de esportes durante a infância e adolescência gera benefícios permanentes ao coração, mesmo que a pessoa não continue fisicamente ativa na fase adulta. É o que conclui um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que analisou a saúde cardiovascular de 242 moradores de Santo Anastácio, cidade do interior de São Paulo. Os resultados, publicados na revista Sports Medicine Open, destacam a importância da prática esportiva desde cedo como fator de proteção ao coração ao longo da vida.

Os pesquisadores descobriram que as vantagens estão relacionadas à modulação autonômica cardíaca, um marcador importante para o controle da frequência cardíaca pelo sistema nervoso autônomo. Esse equilíbrio é um dos principais indicadores de risco cardiovascular e de mortalidade, como explica o professor Diego Christofaro, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, em Presidente Prudente, e autor principal do estudo.

Benefícios cardíacos acumulados

“A prática esportiva na infância e adolescência parece atuar como uma poupança para a saúde do coração ao longo da vida”, afirma Christofaro. O estudo revelou que os indivíduos que foram fisicamente ativos durante a juventude mantiveram melhores níveis de modulação autonômica cardíaca – um equilíbrio entre os ramos parassimpático e simpático do sistema nervoso – mesmo que a prática de exercícios fosse menor na fase adulta.

Segundo o pesquisador, esse equilíbrio é fundamental, pois o sistema parassimpático desacelera o coração, enquanto o simpático o acelera. O bom funcionamento cardiovascular exige uma interação saudável entre esses dois sistemas, o que é potencializado pelo exercício regular.

Metodologia e resultados

O estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi realizado com 242 voluntários, com idade média de 40 anos. Eles passaram por entrevistas para recordar o histórico de prática esportiva na juventude, além de testes para avaliar a modulação autonômica cardíaca. Sensores vestíveis foram utilizados para monitorar os batimentos cardíacos, e acelerômetros registraram o tempo e intensidade da atividade física ao longo de uma semana.

Os dados mostraram que aqueles que praticaram esportes na infância ou adolescência apresentaram melhores parâmetros cardíacos, tanto na variabilidade global da modulação autonômica quanto na modulação parassimpática. Esses efeitos se mantiveram mesmo entre os participantes que não praticavam exercícios físicos regularmente na fase adulta.

Incentivo à prática esportiva desde cedo

“Esses resultados reforçam a importância de incentivar a prática esportiva desde cedo, pois os benefícios para a saúde cardiovascular se mantêm ao longo da vida, mesmo que a atividade física diminua com o tempo”, destaca Christofaro.

A pesquisa oferece mais um argumento para que políticas públicas de incentivo à prática de esportes na infância e adolescência sejam fortalecidas, contribuindo para a saúde e o bem-estar da população a longo prazo.

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