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Responsabilidade Social • 13:06h • 29 de setembro de 2025

Estudo mostra como biodiversidade urbana seleciona espécies de acordo com o ambiente

Sabiás, pardais e outras espécies ajustam canto, hábitos e territórios para sobreviver em meio ao ruído, à luz artificial e à arquitetura das cidades

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Divulgação

Canto antecipado e novos territórios: pesquisas revelam adaptações urbanas das aves
Canto antecipado e novos territórios: pesquisas revelam adaptações urbanas das aves

O ambiente urbano, repleto de ruídos, luzes artificiais e construções verticais, tornou-se também um espaço de sobrevivência para aves como o sabiá-laranjeira e o pardal. Pesquisas recentes mostram que essas espécies, assim como muitas outras, desenvolveram estratégias de adaptação para viver nas metrópoles brasileiras e em grandes cidades do mundo.

O sabiá-laranjeira, ave símbolo do Brasil, canta antes do amanhecer em grandes centros justamente para superar o barulho das ruas. Em cidades menores ou em áreas rurais, esse canto acontece mais tarde. O biólogo Sandro von Matter, por meio do projeto de ciência cidadã A Hora do Sabiá, já havia identificado essa alteração no ritmo da espécie.

Estudos internacionais reforçam a observação. Uma pesquisa publicada na Science analisou 60 milhões de registros de canto de 583 espécies e mostrou que aves diurnas prolongaram seu canto em cerca de 50 minutos diários, influenciadas pela luz artificial que altera o relógio biológico. Já na Colômbia, a Fundación Chimbilakom concluiu que a poluição sonora é ainda mais determinante que a iluminação: tico-ticos que vivem em áreas mais barulhentas de Bogotá cantam mais cedo, independentemente da luz.

No Brasil, o ornitólogo João Carlos Pena, do Centro de Estudos Ambientais da Unesp, observou em Belo Horizonte como diferentes bairros influenciam a diversidade. Áreas mais arborizadas e silenciosas atraem aves menores, que se alimentam de néctar e forrageiam em arbustos. Já regiões de prédios altos e tráfego intenso abrigam aves maiores e generalistas, como pombas e pardais, espécies que conseguem se adaptar ao lixo e a outros recursos urbanos.

Segundo Pena, a cidade age como um filtro ambiental, selecionando espécies de acordo com suas características. “O tipo de alimento disponível, o nível de ruído e até a presença de lixo são fatores que determinam quais aves conseguem prosperar”, explica. A pesquisa mostra ainda que a diversidade não se concentra apenas em grandes áreas verdes ou periferias, mas se distribui em diferentes bairros, cada um com condições únicas.

Esses estudos evidenciam como o espaço urbano, apesar de hostil, também cria oportunidades de sobrevivência e transformação para a fauna. Sabiás, pardais e tantas outras aves demonstram a capacidade de adaptação, ajustando comportamento e hábitos para manter sua presença nas cidades.

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