Ciência e Tecnologia • 17:44h • 13 de abril de 2026
Estudo identifica pistas de explosões cósmicas que não deixam buracos negros
Pesquisa internacional usa ondas gravitacionais para revelar fenômeno raro na morte de estrelas massivas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Monash | Foto: Divulgação
Um novo estudo liderado pela Universidade de Monash identificou evidências de um tipo raro de explosão estelar que pode destruir completamente uma estrela, sem deixar vestígios como buracos negros. A descoberta, publicada na revista científica Nature, ajuda a entender melhor como as estrelas mais massivas do Universo vivem e chegam ao fim.
O trabalho analisou dados obtidos por meio de ondas gravitacionais, ondulações no espaço-tempo detectadas por observatórios como LIGO, Virgo e KAGRA. A partir dessas informações, os pesquisadores conseguiram estudar a formação de buracos negros e identificaram uma espécie de “lacuna” em determinadas faixas de massa, onde esses objetos simplesmente não aparecem.
Segundo o estudo, buracos negros com mais de 45 vezes a massa do Sol são raros porque estrelas que poderiam originá-los acabam sendo completamente destruídas em explosões conhecidas como supernovas de instabilidade de pares. Nesses casos, a energia liberada é tão intensa que a estrela não colapsa para formar um buraco negro, sendo totalmente desintegrada.
Esse tipo de fenômeno já havia sido previsto teoricamente desde a década de 1960, mas sua confirmação sempre foi um desafio, já que essas explosões podem ser confundidas com outras supernovas mais comuns. A análise das ondas gravitacionais permitiu, pela primeira vez, observar indícios consistentes dessa diferença no comportamento das estrelas mais massivas.
De acordo com os pesquisadores, a chamada “faixa proibida” de massas ajuda a explicar por que certos buracos negros não existem como resultado direto do colapso estelar. Quando objetos são encontrados dentro dessa faixa, a hipótese é que tenham se formado a partir da fusão de buracos negros menores, e não de uma única estrela.
A descoberta também reforça o papel das ondas gravitacionais como ferramenta para investigar eventos extremos do cosmos. Ao analisar esses sinais, os cientistas conseguem acessar informações que não seriam possíveis apenas com observações tradicionais de luz ou radiação.
Além de ampliar o entendimento sobre a formação de buracos negros, o estudo contribui para o conhecimento sobre reações nucleares que ocorrem no interior das estrelas. Esses processos são fundamentais para explicar a evolução do Universo e a origem de elementos químicos.
Os pesquisadores destacam que a identificação dessas explosões raras abre novas possibilidades para estudos futuros, especialmente na tentativa de mapear com mais precisão os diferentes caminhos que levam ao fim da vida de estrelas massivas. Leia o artigo completo aqui.
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