Ciência e Tecnologia • 16:28h • 26 de janeiro de 2026
Estudo da Unesp busca terapias inovadoras contra Covid-19
Pesquisador vinculado a centro financiado pela Fapesp estuda anticorpos monoclonais capazes de neutralizar diferentes variantes do SARS-CoV-2
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP
Pesquisadores do Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos (CTS) estão desenvolvendo anticorpos monoclonais capazes de neutralizar diferentes variantes do vírus da COVID-19. Produzidos em laboratório, esses anticorpos funcionam de forma semelhante aos que o próprio organismo produz e já são usados no tratamento de doenças como câncer e problemas autoimunes. No caso da COVID-19, o objetivo é prevenir a infecção pelo vírus.
O CTS é apoiado pela Fapesp e funciona na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu. A pesquisa é conduzida pelo pesquisador Hernan Hermes Monteiro da Costa, com orientação de Carlos Roberto Prudencio, do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Esse tipo de tratamento pode ser especialmente importante para pessoas em quem a vacina não gera proteção suficiente, como idosos ou pacientes com o sistema imunológico enfraquecido. Nesses casos, os anticorpos produzidos em laboratório podem ajudar o organismo a combater o vírus.
Um dos focos do estudo é desenvolver anticorpos que atuem em uma parte do vírus que pouco muda entre as variantes. Isso aumenta a chance de o tratamento continuar funcionando mesmo quando o vírus sofre mutações.
Segundo Costa, seguir pesquisando a COVID-19 ainda é essencial para a saúde pública. Ele destaca que entender melhor o funcionamento dos vírus ajuda os cientistas a responderem mais rápido a futuras emergências.
Para testar os anticorpos, os pesquisadores usam uma técnica chamada phage display, que permite identificar quais anticorpos se ligam melhor ao vírus. No momento, oito anticorpos estão em fase de testes. Primeiro, eles são avaliados em laboratório, em células, e depois em testes com animais.
Se os resultados forem positivos e os anticorpos conseguirem bloquear a infecção, a pesquisa poderá avançar para a produção experimental na V-BioPharma, ligada ao CTS. Esse passo abriria caminho para testes em humanos e, no futuro, para o desenvolvimento de um novo medicamento.
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