Ciência e Tecnologia • 16:12h • 30 de março de 2026
Estudo aponta que ejaculações mais frequentes podem melhorar a qualidade do esperma
Pesquisa publicada em periódico científico indica que longos períodos de abstinência podem reduzir motilidade, viabilidade e integridade do DNA dos espermatozoides
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Divulgação
Um novo estudo científico indica que ejaculações mais frequentes podem contribuir para melhorar a qualidade do esperma, especialmente em homens que estão tentando engravidar. A pesquisa, divulgada pela plataforma The Conversation e baseada em artigo publicado, mostra que períodos prolongados de abstinência sexual podem levar ao envelhecimento dos espermatozoides armazenados, com impacto direto na fertilidade.
O trabalho analisou dados de 115 estudos já publicados, reunindo informações de quase 55 mil homens. Segundo os pesquisadores, embora a abstinência aumente a contagem de espermatozoides, a qualidade das células reprodutivas tende a cair quando permanecem armazenadas por muito tempo.
Entre os principais efeitos observados estão a redução da motilidade, que é a capacidade de os espermatozoides se deslocarem, a queda na viabilidade celular e o aumento de danos no DNA.
Os autores apontam dois fatores principais para explicar essa deterioração. O primeiro é o estresse oxidativo, processo biológico comparável a uma espécie de “desgaste” celular, que pode danificar estruturas internas dos espermatozoides. O segundo é a perda gradual de energia, já que essas células têm atividade intensa e reservas limitadas.
A pesquisa também dialoga com orientações tradicionais da Organização Mundial da Saúde, que recomenda abstinência entre dois e sete dias antes da coleta de amostras para exames ou tratamentos de fertilidade, como fertilização in vitro. No entanto, os novos resultados sugerem que intervalos menores podem favorecer uma melhor qualidade seminal.
Segundo o estudo, a coleta de amostras em até 48 horas após a última ejaculação apresentou resultados mais favoráveis em procedimentos de fertilização assistida quando comparada a períodos mais longos de abstinência.
Os pesquisadores também ampliaram a análise para outras espécies animais. Foram avaliados dados de 56 estudos envolvendo 30 espécies, incluindo aves, mamíferos, répteis e insetos, como abelhas. O padrão observado foi semelhante, com queda na qualidade do esperma durante o armazenamento.
Outro ponto levantado é que a deterioração do esperma ocorre de forma mais lenta quando armazenado no sistema reprodutivo feminino em algumas espécies, possivelmente devido à presença de mecanismos biológicos de proteção, como secreção de antioxidantes.
O estudo reforça que, assim como os óvulos, os espermatozoides também têm uma espécie de prazo biológico de melhor utilização após serem produzidos. Para casais em tentativa de gravidez, a conclusão sugere que o uso de espermatozoides mais “recentes” pode representar um fator positivo nos resultados de fertilidade, ao lado de outros cuidados médicos e de estilo de vida.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita