• Moda 2026 sob nova lógica: eficiência, propósito e gestão definem quem sobrevive no setor têxtil
  • Capacitação sobre violência doméstica pode se tornar obrigatória para profissionais do SUS
  • Os fatos que marcaram os primeiros 10 dias de 2026 em Assis, no Brasil e no mundo
Novidades e destaques Novidades e destaques

Economia • 12:39h • 28 de outubro de 2024

Estado de SP concentra 55% das startups de base científica e tecnológica do Brasil

De acordo com levantamento, quase 70% dessas deep techs estão situadas na região Sudeste, sendo 55% em São Paulo

Agência SP | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Relatório elaborado pela consultoria Emerge aponta que, entre as 875 deep techs mapeadas no país, 28% receberam recursos do PIPE-Fapesp.
Relatório elaborado pela consultoria Emerge aponta que, entre as 875 deep techs mapeadas no país, 28% receberam recursos do PIPE-Fapesp.

O Brasil possui hoje aproximadamente 900 deep techs, como são chamadas as startups voltadas a criar tecnologias baseadas em avanços científicos que possuem ou superaram riscos de desenvolvimento e têm grande potencial de impulsionar mudanças, estabelecer novas indústrias e reinventar as atuais.

Quase 70% dessas deep techs estão situadas na região Sudeste, sendo 55% em São Paulo, entre outras razões, pela disponibilidade de recursos voltados ao fomento de startups, especialmente oriundos do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fapesp.

As constatações são do Relatório Deep Techs Brasil 2024, elaborado pela consultoria Emerge em parceria com o Cubo Itaú e a CAS. O relatório destaca que as deep techs vêm ganhando destaque nos cenários de investimento, industrial, governamental e acadêmico por contribuírem para solucionar grandes desafios globais, assim como proporcionar desenvolvimento socioeconômico.

Por meio de consultas à base de fomento e apoio a startups com esse perfil, fontes abertas de dados de startups e um mapeamento próprio, a Emerge identificou 875 deep techs no Brasil, atuantes em diversos setores, das quais 55,2% estão localizadas no estado de São Paulo e 28% já receberam recursos do PIPE-Fapesp.

“Esse contexto reflete o forte estímulo e apoio ao desenvolvimento de startups, sendo o estado de São Paulo um pioneiro e sede dos principais ecossistemas de inovação no Brasil. Além disso, abriga algumas das mais renomadas universidades e centros de pesquisa do país, como as universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp), além do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)”, apontaram os autores do documento.

“Iniciativas de fomento à inovação de base científica, como editais de Fundações de Amparo estaduais e programas regionais, como o Inova Amazônia, vêm contribuindo para o crescimento de ecossistemas em outras unidades federativas brasileiras”, avaliaram.

Desafio de financiamento

Ao contrário de ecossistemas de inovação mais maduros, as deep techs brasileiras demoram mais de cinco anos para iniciar o crescimento. Há organizações que estão no mercado há mais de uma década e ainda não conseguiram avançar no escalonamento de suas tecnologias, constataram os autores.

“O desafio de obter financiamento para o desenvolvimento de tecnologias no Brasil é grande e muitas startups acabam dependentes de editais de fomento ou de subvenção econômica, apresentando um ritmo extremamente lento de crescimento”, apuraram.

A maioria das deep techs brasileiras mapeadas ainda está focada no desenvolvimento de suas tecnologias, com apenas 30% das organizações avançando para as fases de escalonamento, comercialização e expansão. Essas startups enfrentam um desafio significativo entre o desenvolvimento inicial e final de suas soluções, que passa pela comprovação da viabilidade e aplicabilidade de suas tecnologias para atender a uma demanda de mercado.

“Durante essa transição, enfrentam um obstáculo crítico relacionado ao capital, pois as fontes de fomento público geralmente não se aplicam a esse estágio de maturidade e os investimentos privados são escassos, devido ao risco associado à baixa maturidade tecnológica”, afirmaram.

Programas de subvenção, fomento público e investidores-anjo representam 70% dos investimentos em deep techs brasileiras. No caso das que receberam mais de R$ 5 milhões de investimento, 70% utilizaram recursos públicos, constataram os autores.

“Dado o risco associado ao desenvolvimento tecnológico das deep techs, a combinação com investimento público não reembolsável é uma estratégia necessária para grande parte das startups. A Fapesp, a Finep, o Sebrae e a Embrapii têm desempenhado um papel muito relevante nesse ecossistema brasileiro. Da mesma forma, a cadeia de investimento privado é complexa e demanda vários tipos de investidores em cada etapa do desenvolvimento da tecnologia e do amadurecimento do negócio”, compararam.

O modelo de negócio das deep techs brasileiras está concentrado no desenvolvimento de novas tecnologias para venda direta ou licenciamento para grandes indústrias e os principais segmentos de mercado delas são os de saúde e agronegócio.

Ao comparar a taxa de crescimento médio dos setores de saúde (19,8%) e agro (20,8%) entre 2015 e 2024, os autores observaram que ela está próxima da média dos demais setores (18,8%).

“Esse dado reforça que, apesar do evidente potencial nos dois setores, há um aumento de startups deep techs sendo fundadas para os demais setores e, consequentemente, uma ampliação de suas oportunidades”, estimaram.

O relatório pode ser acessado pelo site: https://emergebrasil.in/panorama-startups-deep-tech-brasileiras/.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Mundo • 19:06h • 11 de janeiro de 2026

Lei padroniza carteira profissional de radialista e amplia acesso ao documento no Brasil

Nova norma permite emissão da identidade profissional por órgãos oficiais e garante validade nacional, inclusive para trabalhadores não sindicalizados

Descrição da imagem

Saúde • 18:23h • 11 de janeiro de 2026

O problema não é começar: por que metas de saúde fracassam sem acompanhamento profissional

Fenômeno do “janeiro fitness” expõe dificuldade em sustentar hábitos ao longo do ano

Descrição da imagem

Saúde • 18:00h • 11 de janeiro de 2026

SUS atualiza protocolos para proteger dignidade e segurança clínica da população trans

Notas técnicas determinam respeito ao nome social e uso adequado de dados clínicos para garantir cuidado seguro em diagnósticos de HIV, hepatites virais e ISTs

Descrição da imagem

Economia • 17:19h • 11 de janeiro de 2026

Uma marca de luxo quase desapareceu na mesa de negociação, e o erro estava no INPI

Caso no mercado de luxo revela que registrar não basta; sem monitoramento contínuo, a marca, principal ativo do negócio, pode desaparecer no pior momento

Descrição da imagem

Variedades • 16:56h • 11 de janeiro de 2026

Férias escolares sem estresse: como reduzir conflitos e fortalecer vínculos em casa

Planejamento, escuta ativa e limites claros ajudam a transformar o recesso escolar em um período de convivência mais saudável e segura

Descrição da imagem

Saúde • 16:24h • 11 de janeiro de 2026

Planta amazônica desponta como aliada na cicatrização de feridas em pacientes com câncer

Gel experimental à base de “chica” acelera em até duas vezes o tratamento de mucosite oral, comum durante quimioterapia e radioterapia

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:49h • 11 de janeiro de 2026

Nem a floresta intocada está a salvo: calor já muda o destino das aves no Brasil

Mesmo em áreas protegidas, aquecimento global reduz alimento, reprodução e ameaça espécies icônicas antes do fim do século

Descrição da imagem

Saúde • 15:12h • 11 de janeiro de 2026

Sarcopenia: critério mais rigoroso para diagnóstico da fraqueza dos músculos melhora prevenção

Com base em dados de 7.065 brasileiros com mais de 50 anos, pesquisadores defendem mudanças na nota de corte do teste usado para avaliar a força muscular, de forma a identificar a doença mais precocemente

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia

Como se preparar para o primeiro apagão cibernético de 2025