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Mundo • 10:01h • 02 de junho de 2026

Estado de SP atinge maior patamar de desenvolvimento humano em 13 anos

Crescimento reflete políticas públicas consistentes em educação, saúde e geração de renda; São Paulo supera média nacional em todas as áreas analisadas

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Longevidade, educação e renda foram os aspectos pesquisados
Longevidade, educação e renda foram os aspectos pesquisados

O estado de São Paulo alcançou, em 2024, o maior nível de desenvolvimento humano desde o início da série histórica do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), iniciada em 2012. O indicador chegou a 0,838, superando o índice nacional, que ficou em 0,805.

O resultado coloca São Paulo na faixa de muito alto desenvolvimento humano e acompanha o avanço registrado pelo Brasil, que passou a integrar pela primeira vez o grupo de países classificados com muito alto desenvolvimento humano.

Os dados fazem parte do relatório Radar IDHM, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. O estudo também analisa os indicadores de longevidade, educação e renda, além de apresentar recortes por sexo e raça/cor.

São Paulo apresentou desempenho superior à média nacional em todas as dimensões avaliadas. O avanço é atribuído ao fortalecimento de políticas públicas voltadas para educação, saúde e geração de renda ao longo dos últimos anos.

No índice geral, o estado passou de 0,803 em 2012 para 0,838 em 2024, atingindo o melhor resultado da série histórica. A trajetória mostra crescimento contínuo, apesar das oscilações registradas durante o período da pandemia.

Na dimensão longevidade, São Paulo também alcançou seu melhor desempenho, com índice de 0,867 em 2024. O indicador mede as condições de saúde e a expectativa de vida da população. Em educação, o estado manteve um dos maiores níveis já registrados, com índice de 0,850, próximo ao recorde obtido em 2023. Já na dimensão renda, o resultado chegou a 0,799, o maior da série histórica.

Os números estaduais permanecem acima da média brasileira. Em 2024, o Brasil registrou índice de 0,860 em longevidade, 0,798 em educação e 0,760 em renda.

O levantamento também evidencia diferenças entre grupos populacionais. No índice geral de desenvolvimento humano, os homens registraram 0,847, enquanto as mulheres alcançaram 0,818. Na comparação por raça/cor, a população branca apresentou índice de 0,870 e a população negra, 0,809.

Em longevidade, as mulheres tiveram desempenho superior ao dos homens, com índice de 0,917 contra 0,814. O mesmo ocorreu na educação, em que as mulheres registraram 0,856, acima dos 0,845 observados entre os homens.

Na análise por raça/cor, a população branca apresentou índices mais elevados em todas as dimensões avaliadas. Em educação, o indicador foi de 0,867 para brancos e 0,827 para negros. Já em longevidade, os índices alcançaram 0,917 e 0,857, respectivamente.

O estudo analisou a evolução do desenvolvimento humano entre 2012 e 2024 em todo o país, incluindo os 26 estados, o Distrito Federal, regiões metropolitanas e macrorregiões brasileiras, permitindo acompanhar os avanços e desafios relacionados à qualidade de vida da população.

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