Saúde • 07:27h • 16 de abril de 2026
Escorpiões respondem por 65% dos acidentes com animais peçonhentos em 2025
Número de mortes dobrou em relação ao ano anterior; falta de saneamento básico e demora no atendimento às vítimas aumenta chances de picada e risco de morte
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil registrou 225.695 casos de picadas de escorpião em 2025. De acordo com o Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, o animal foi responsável por mais de 65% dos acidentes com animais peçonhentos no período. Embora a maioria dos casos seja considerada leve, as crianças estão entre as mais vulneráveis. Dos 265 óbitos registrados — número duas vezes maior que o do ano anterior — mais de 20% ocorreram entre menores de 10 anos.
Os dados também mostram que pessoas autodeclaradas pardas concentraram 55% dos casos e 62% das mortes, evidenciando desigualdades sociais. Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que grande parte dessa população vive em áreas com menor infraestrutura, o que favorece a presença do animal.
A falta de saneamento e o acúmulo de lixo são fatores que contribuem para a proliferação de escorpiões, especialmente em áreas urbanas, onde ocorrem mais de 66% dos acidentes. O animal costuma se abrigar em redes de esgoto e águas pluviais, locais com alta presença de baratas, seu principal alimento.
No país, o escorpião-amarelo é o principal responsável pelos casos graves. A espécie tem alta capacidade de adaptação a ambientes urbanos e se reproduz sem necessidade de acasalamento, o que facilita sua rápida disseminação.
Em 2025, 51% das vítimas foram mulheres e 49% homens. A faixa etária mais atingida foi a de adultos entre 20 e 29 anos. As picadas ocorrem principalmente nas mãos e dedos, seguidos por pernas e pés, geralmente durante atividades domésticas ou ao manusear objetos em quintais e depósitos.
As regiões Sudeste e Nordeste concentram mais de 83% dos casos. Em números absolutos, São Paulo e Minas Gerais lideram as notificações. Já proporcionalmente, Alagoas apresenta a maior incidência.
Em caso de picada, a orientação é buscar atendimento médico imediato, mesmo que os sintomas pareçam leves, já que o tempo de resposta influencia diretamente na gravidade do quadro. Não é recomendado aplicar substâncias no local, fazer torniquete ou usar gelo. O indicado é lavar a área com água e sabão e, se possível, utilizar compressas mornas para aliviar a dor.
Apesar do alto número de ocorrências, menos de 5% dos casos exigiram uso de soro. Os antivenenos, indicados para quadros moderados e graves, são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
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