Saúde • 14:46h • 21 de fevereiro de 2026
Entenda por que a psoríase não é apenas um problema dermatológico
Inflamação crônica pode estar ligada a doenças cardiovasculares, artrite e depressão
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Edelman | Foto: Arquivo/Âncora1
A psoríase é frequentemente associada a manchas avermelhadas e descamações na pele, mas a doença é inflamatória, crônica e de origem imunológica, com potencial de atingir diferentes órgãos e comprometer a saúde física e emocional dos pacientes. Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para reduzir riscos sistêmicos e melhorar a qualidade de vida.
Embora as lesões cutâneas sejam a manifestação mais visível, a inflamação provocada pela psoríase pode afetar articulações, sistema cardiovascular e metabolismo. Pessoas com a doença apresentam maior risco de desenvolver comorbidades como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, dislipidemias, uveítes e doenças inflamatórias intestinais.
Um dos desdobramentos mais conhecidos é a artrite psoriásica, que pode comprometer articulações e causar dor e limitação funcional. Estimativas indicam que cerca de 30% dos pacientes com psoríase evoluem para esse quadro.
O dermatologista Gleison Duarte afirma que a psoríase deve ser entendida como doença sistêmica. Segundo ele, o paciente convive com inflamação persistente que pode gerar impactos duradouros na saúde geral, mesmo quando os sinais externos parecem controlados.
Impacto emocional e estigma
Além das complicações orgânicas, a psoríase pode afetar significativamente a saúde mental. A visibilidade das lesões, aliada à falta de informação da população, contribui para situações de preconceito, isolamento e baixa autoestima.
Dados apontam que 43% dos pacientes apresentam tendência à ansiedade e cerca de 10% recebem diagnóstico de depressão. Esse índice pode aumentar quando há associação com artrite psoriásica.
O sofrimento emocional muitas vezes não é percebido de imediato, mas interfere na qualidade de vida, nas relações sociais e na adesão ao tratamento. Por isso, o acompanhamento deve considerar não apenas a pele, mas também o contexto psicológico e social do paciente.
Tratamento e avanços terapêuticos
O tratamento da psoríase varia conforme a gravidade do quadro. Em casos leves, podem ser indicados medicamentos tópicos, como cremes e pomadas. Já nos quadros moderados a graves, podem ser necessárias terapias sistêmicas.
Nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos biológicos ampliou as possibilidades de controle da doença. Esses tratamentos atuam em alvos específicos do sistema imunológico, com o objetivo de reduzir a inflamação, controlar lesões e diminuir o risco de complicações associadas.
Doença inflamatória sistêmica
Especialistas reforçam que a psoríase não é contagiosa e não deve ser vista apenas como condição estética. Trata-se de doença inflamatória sistêmica, que exige acompanhamento médico regular e abordagem multidisciplinar.
A conscientização sobre a natureza da psoríase é considerada fundamental para combater o estigma e ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Quanto mais cedo a condição for reconhecida, maiores as chances de evitar complicações e preservar a saúde integral do paciente.
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