Saúde • 08:08h • 17 de abril de 2026
Entenda as fases do parto normal em meio ao aumento de cesarianas no país
Com mais de 55% dos nascimentos por cirurgia, especialistas explicam fases do parto, origem da dor e papel da humanização
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria via CEJAM | Foto: Arquivo/Âncora1
O Brasil segue com uma das maiores taxas de cesarianas do mundo, com mais de 55% dos partos realizados por via cirúrgica, segundo dados do Ministério da Saúde. O índice está acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde e tem ampliado o debate sobre o parto normal, especialmente em relação à dor e à condução do trabalho de parto.
De acordo com o obstetra Pedro Melo, do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, no Rio de Janeiro, o parto normal é um processo fisiológico que envolve mudanças progressivas no corpo da gestante. As contrações uterinas, principais responsáveis pela dor, são também fundamentais para promover a dilatação do colo do útero e a descida do bebê pelo canal de parto.
O início do trabalho de parto ocorre quando as contrações passam a apresentar ritmo, intensidade e frequência regulares, provocando alterações no colo do útero. Antes disso, podem surgir contrações irregulares, conhecidas como pródromos, que não indicam ainda a fase ativa. Esse ponto, segundo o especialista, é importante para evitar deslocamentos precoces à maternidade e intervenções desnecessárias.
As fases do parto
O processo do parto é dividido em três fases. A primeira é a dilatação, quando o colo do útero se abre gradualmente até cerca de 10 centímetros. Essa etapa costuma ser mais longa, especialmente em gestantes de primeira viagem. Em seguida ocorre o período expulsivo, momento em que o corpo auxilia na saída do bebê. Por fim, acontece a dequitação, com a saída da placenta após o nascimento.
A dor durante o parto tem origem em diferentes fatores. Além das contrações, há a distensão dos tecidos do colo do útero, da vagina e do períneo, além da pressão exercida pelo bebê na região pélvica. Aspectos emocionais também influenciam diretamente a intensidade da dor, já que medo, ansiedade e tensão podem ampliar a percepção do desconforto.
Humanização como aliada
Nesse contexto, práticas de humanização têm ganhado espaço como estratégia para melhorar a experiência do parto. Medidas como liberdade de posição, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, como banho morno e exercícios com bola, e a presença de acompanhante contribuem para maior conforto e autonomia da gestante.
Segundo o obstetra, a humanização não exclui a assistência médica, mas propõe um cuidado baseado em evidências, com intervenções realizadas apenas quando necessárias. A informação é apontada como um fator decisivo para reduzir o medo e preparar melhor a gestante para o processo.
Para especialistas, ampliar o acesso a informações claras sobre o parto normal pode contribuir para decisões mais conscientes, em um cenário em que o tema segue em debate no sistema de saúde brasileiro.
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