Ciência e Tecnologia • 17:35h • 01 de abril de 2025
Entenda a polêmica tred do uso do ChatGPT para gerar imagens inspiradas no estúdio Ghibli
A integração entre ChatGPT e geradores de imagens tem gerado discussões sobre a linha entre inspiração e plágio, especialmente em relação ao famoso estúdio japonês
Da Redação | Foto: Open AI

Nos últimos dias, é bem provável que você tenha se deparado com imagens que lembram animações japonesas, memes, fotos ou figuras com uma estética que remete ao estilo do estúdio Ghibli. Essas imagens, geradas por inteligência artificial (IA), têm se espalhado pelas redes sociais, gerando tanto admiração quanto polêmica. O motivo dessa discussão? O uso de ferramentas como o ChatGPT, integrado ao gerador de imagens da OpenAI, que recentemente lançou uma atualização que permite ao ChatGPT "entender" e gerar imagens com base no estilo do famoso estúdio.
O ChatGPT, que antes se limitava a trabalhar com texto, agora integra também a geração de imagens sem a necessidade da plataforma DALL·E. Com isso, o sistema passou a ser capaz de ler e interpretar imagens, gerando conteúdo visual baseado em descrições textuais de uma maneira muito mais avançada. Essa novidade tem gerado uma enxurrada de conteúdos visuais com o estilo de animações como as do Ghibli, mas a principal crítica está na forma como essas imagens são geradas e usadas.
Uma imagem real foi usada como inspiração para a capa desta matéria; utilizando o comando, alinhado à linguagem da inteligência artificial, chega-se à animação
O estúdio Ghibli, conhecido mundialmente por suas animações feitas à mão, possui uma estética única e artesanal que, em muitos casos, serve como inspiração para as imagens criadas pelas IAs. No entanto, alguns consideram isso uma forma de plágio, uma vez que a IA pode gerar resultados muito semelhantes aos originais, sem de fato replicar exatamente personagens ou cenários, mas ainda assim mantendo o "sabor" visual da animação.
Em apenas alguns minutos o Chat GPT transforma a foto real e uma inspiração do mundo dos estúdios Ghibli
A grande questão que está no centro desse debate é sobre o uso de imagens da internet para alimentar a IA, permitindo que ela aprenda e replique estilos visuais com grande precisão. Muitos argumentam que isso pode infringir direitos autorais, já que o estúdio Ghibli possui um vasto portfólio de obras protegidas. Contudo, a OpenAI fez uma atualização que limita a reprodução exata de personagens, cenários ou elementos protegidos, garantindo que o estilo seja inspirado, mas sem ser uma cópia direta.
Por um lado, há quem defenda que, como a IA gera imagens de forma inspirada, sem copiar diretamente o trabalho do estúdio, essa prática não configura plágio, mas sim uma reinterpretação criativa. Muitos críticos da arte gerada por IA, no entanto, consideram essa prática um insulto à criação humana e à arte feita com dedicação, como no caso do trabalho artesanal do estúdio Ghibli.
Outro ponto importante da discussão envolve a ética do uso da inteligência artificial para criar imagens inspiradas em estilos, muitas vezes sem o devido crédito ou compensação aos criadores originais. A IA pode gerar centenas de imagens de forma rápida e em grande escala, o que levanta questões sobre o valor do trabalho artístico original, em contraste com a facilidade de replicação das tecnologias.
O estúdio Ghibli, em especial, tem um caráter distinto justamente por seu processo criativo, onde cada desenho e cada quadro são feitos manualmente, o que gera um apego emocional e uma identidade única para as obras. Essa humanização do processo de animação entra em conflito com o processo automatizado da inteligência artificial, tornando a linha entre inspiração e imitação ainda mais tênue.
Ao fim, a grande discussão gira em torno de até que ponto é possível se inspirar em uma obra sem infringir os direitos autorais, e onde está o limite entre a criatividade e a cópia. Embora a OpenAI tenha ajustado seu sistema para evitar a cópia direta de obras protegidas, a questão sobre o uso de IA para gerar conteúdo visual com base em estilos reconhecíveis continua a alimentar debates sobre ética e direitos autorais.
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