Mundo • 10:08h • 26 de agosto de 2026
Empresas de SP podem contratar estagiários de cursos técnicos sem pagar bolsa por seis meses
Programa BEEM custeia bolsa-auxílio e seguro dos estudantes da rede estadual; empresas de todo o estado podem se cadastrar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Secretaria da Educação de SP | Foto: Jotak/EducaçãoSP
Empresas e instituições localizadas no estado de São Paulo podem receber estudantes do Ensino Médio Técnico da rede pública como estagiários sem arcar com o pagamento da bolsa-auxílio durante os primeiros seis meses. A oportunidade faz parte do programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM), da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), que está selecionando novos parceiros.
Durante os seis meses de estágio, a Seduc-SP paga integralmente a bolsa dos estudantes e o seguro contra acidentes pessoais. Os valores variam de R$ 437,99 a R$ 883,66, conforme o curso e a jornada, que pode ser de 12 ou 20 horas semanais. Quando necessário, o auxílio-transporte fica sob responsabilidade da empresa.
O programa já ultrapassou 18,5 mil estudantes atendidos e utiliza o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) para apoiar o recrutamento e a formalização dos estágios.
Quais empresas podem participar
Para aderir ao BEEM, a organização precisa ter CNPJ ativo há pelo menos seis meses, unidade no estado de São Paulo e no mínimo quatro empregados, além de estar regular perante a Seguridade Social, FGTS e Justiça do Trabalho.
A quantidade de estagiários depende do tamanho da empresa. Organizações com quatro a dez funcionários podem receber um estudante; entre 11 e 50 funcionários, até cinco; entre 51 e 100, até dez. Acima de 100 empregados, o limite corresponde a 10% do quadro, respeitado o teto de 50 estagiários.
A empresa também precisa indicar um profissional para supervisionar as atividades e oferecer estrutura adequada ao aprendizado. Para menores de 18 anos, não são permitidas atividades insalubres ou perigosas.
Estudantes de diferentes cursos técnicos
As vagas podem contemplar dezenas de formações da rede estadual, incluindo Administração, Agronegócio, Desenvolvimento de Sistemas, Design Gráfico, Edificações, Farmácia, Informática, Logística, Manutenção Automotiva, Mecânica, Mecatrônica, Nutrição e Dietética, Química, Segurança do Trabalho e Vendas, entre outras.
Depois dos seis meses custeados pelo Estado, a empresa pode estender o estágio por até mais 18 meses, assumindo a bolsa e o seguro, ou contratar o estudante por CLT ou contrato de aprendizagem.
O cadastro das empresas é feito pela internet: neste link.
Após a inscrição e análise dos documentos pelo CIEE, a empresa pode definir o perfil do estudante, as atividades e a modalidade da vaga, que pode ser presencial, híbrida ou remota.
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