Variedades • 19:48h • 06 de abril de 2026
Elite acima de 60 anos concentra alto consumo no Brasil e desafia estereótipos sobre envelhecimento
Estudo da Serasa Experian mostra que idosos com maior estabilidade financeira consomem mais que a maioria da população e mantêm forte presença em gastos essenciais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Serasa | Foto: Arquivo/Âncora1
A população brasileira com mais de 60 anos segue como uma das mais relevantes forças de consumo do país, com destaque para a chamada “Elite Econômica e Profissional”, que apresenta um nível de consumo superior ao de 72% da população. Os dados fazem parte do 1º Anuário Mosaic Insights, da Serasa Experian, que analisa o comportamento do consumidor a partir de critérios como renda, estabilidade e momento de vida.
O levantamento aponta que o envelhecimento não reduz o consumo, mas altera sua dinâmica. Em vez de retração, há uma reorganização das prioridades, com foco em praticidade, previsibilidade e qualidade de vida. Entre os brasileiros 60+, o grupo mais representativo é o de “Aposentados e Planejadores Financeiros”, que concentra 48,7% desse público, seguido por perfis mais diversos, como “Nova Economia e Autônomos” (11,8%), “Em busca de apoio” (11,0%) e “Pilares da economia” (10,4%).
Apesar de representar apenas 1,4% da população 60+, a Elite Econômica e Profissional se destaca pelo alto poder de consumo e pela maior inserção digital. Nesse grupo, 64,2% apresentam presença digital ativa, patamar próximo da média geral da população (78,2%) e muito acima da média do público 60+, que é de 16,8%. O dado reforça que renda e estabilidade financeira influenciam diretamente o comportamento digital.

Consumo permanece forte em categorias essenciais
De acordo com o estudo, o consumo do público 60+ supera a média nacional em áreas diretamente ligadas à rotina e bem-estar. Entre os principais destaques estão mercado (+5,3%), farmácia (+4,4%), lazer (+3,4%), itens para casa (+3,0%) e eletrônicos (+2,7%).
A análise indica que o consumo nessa faixa etária é mais racional e orientado por necessidade e conveniência. Serviços como delivery, por exemplo, aparecem menos como impulso e mais como solução prática no dia a dia, especialmente entre os perfis mais estáveis, onde a adesão chega a 45%.

Diversidade marca o comportamento do público 60+
O estudo também reforça que o público acima de 60 anos está longe de ser homogêneo. Enquanto parte apresenta alto poder de consumo e baixa restrição financeira, outros grupos operam com orçamento limitado e maior sensibilidade a preço.
Essa diversidade exige abordagens mais segmentadas por parte de empresas e marcas. A leitura central do Anuário é que não existe um único “consumidor 60+”, mas diferentes perfis com comportamentos, necessidades e capacidades financeiras distintas.
Além disso, a presença desse público em diferentes clusters econômicos mostra que o envelhecimento da população brasileira não representa uma retração do mercado consumidor, mas uma transformação estrutural, que exige adaptação de produtos, serviços e estratégias de comunicação.
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