• Cemitério de Assis pode esgotar espaços em 30 meses, mas Prefeitura ainda não sabe quantas vagas restam
  • Concurso com salário inicial de R$ 25,3 mil abre 50 vagas para profissionais de cinco áreas
  • Um “Google Maps Wine” para quem ama vinho: plataforma revela milhões de vinhedos em 90 países
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 15:38h • 09 de setembro de 2026

Eles parecem médicos, mas são IA: 97 perfis entram na mira do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde analisou 97 perfis com conteúdos que simulam profissionais de saúde; vídeos oferecem tratamentos sem comprovação e chegam a vender produtos e serviços

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MS | Foto: Divulgação

Vídeos com “médicos” criados por IA preocupam autoridades e chegam a mirar público idoso
Vídeos com “médicos” criados por IA preocupam autoridades e chegam a mirar público idoso

Vídeos produzidos com inteligência artificial estão criando falsos médicos e especialistas para recomendar tratamentos, prometer curas e promover produtos sem comprovação científica na internet. Após análise de 97 perfis com esse tipo de conteúdo, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube e cobrou a retirada dos vídeos identificados ou a adoção de alertas que deixem claro aos usuários que os personagens são artificiais.

Os perfis foram analisados pelo programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026. As informações levantadas também foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina.

Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos utilizam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou outros profissionais de saúde, atribuem qualificações fictícias aos personagens e empregam linguagem alarmista para aumentar a credibilidade das mensagens. Parte dos perfis é direcionada especialmente ao público idoso.

Avatares vendem produtos e prometem tratamentos

Em alguns dos casos identificados, a suposta autoridade médica dos personagens é utilizada para promover produtos, e-books e serviços pagos. O problema não se restringe à identificação do conteúdo como artificial, já que os vídeos também disseminam informações falsas relacionadas à saúde.

Entre os riscos apontados pelo Ministério estão automedicação, utilização de terapias sem eficácia comprovada, demora na procura por atendimento profissional e até interrupção ou substituição de tratamentos.

Na notificação enviada na sexta-feira (4), a AGU concedeu prazo de 72 horas para que o YouTube tornasse indisponíveis os conteúdos especificamente identificados ou, dependendo do caso, adotasse rotulagem e contextualização capazes de informar que os personagens apresentados são artificiais.

YouTube também deverá avaliar outros canais

A plataforma foi chamada a analisar os demais canais e vídeos indicados no relatório do Ministério da Saúde de acordo com suas políticas sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético. A AGU também pediu medidas destinadas a prevenir a disseminação desse tipo de material.

A iniciativa integra uma força-tarefa interministerial articulada com a AGU e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Pelo programa Saúde com Ciência, o Ministério monitora redes sociais, realiza checagens e encaminha casos aos órgãos competentes conforme a natureza e a gravidade do conteúdo identificado.

A ação ocorre após outra notificação envolvendo desinformação e fraude na área da saúde. Em caso anterior, 18 grupos e canais identificados no Telegram ofereciam comprovantes e passaportes vacinais falsificados, inclusive com anúncios de inserção de registros adulterados nos sistemas oficiais do SUS. Após a notificação, a plataforma removeu os grupos e canais denunciados e excluiu uma conta apontada na apuração.

Como reconhecer o alerta nos conteúdos

O Ministério da Saúde recomenda atenção especial a conteúdos que recorrem a supostos profissionais para divulgar curas, tratamentos ou produtos e orienta a população a buscar informações em fontes oficiais e confiáveis.

As notificações também abordam a responsabilidade das plataformas diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros. A AGU cita parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal e incorporados pelo Decreto nº 12.975/2026, além das próprias regras das plataformas contra conteúdos ilegais.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 09:16h • 20 de setembro de 2026

Bets já custam R$ 30,6 bilhões por ano à saúde e procura por atendimento no SUS dispara 140%

Estudo calcula impacto de problemas relacionados às apostas online enquanto mais de 1 milhão de brasileiros já pediram para bloquear o próprio acesso às plataformas

Descrição da imagem

Cidades • 08:40h • 20 de setembro de 2026

Cemitério de Assis pode esgotar espaços em 30 meses, mas Prefeitura ainda não sabe quantas vagas restam

Município reconhece que estimativa ainda não tem estudo técnico localizado, não informa quantos jazigos estão disponíveis e admite que eventual ampliação depende de estudos e projeto ainda inexistentes

Descrição da imagem

Classificados • 08:04h • 20 de setembro de 2026

Concurso com salário inicial de R$ 25,3 mil abre 50 vagas para profissionais de cinco áreas

Sefaz de Santa Catarina seleciona auditores de Finanças Públicas e aceita inscrições até 5 de outubro; provas serão realizadas em novembro

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 19:49h • 19 de setembro de 2026

Um “Google Maps Wine” para quem ama vinho: plataforma revela milhões de vinhedos em 90 países

Plataforma permite viajar virtualmente por regiões produtoras de 90 países e comparar clima, altitude, solo e até a quantidade de sol recebida pelas videiras

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:31h • 19 de setembro de 2026

Oito planetas entram no radar da busca por vida fora da Terra e um deles é 98% parecido com o nosso

Pesquisador brasileiro analisou dados de mais de 6 mil exoplanetas e identificou mundos com características que podem favorecer a presença de água líquida

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 17:22h • 19 de setembro de 2026

Bagaço que sobra do vinho faz flores comestíveis terem até 250% mais betacaroteno

Pesquisa da Unicamp e da UFPR transformou resíduo da produção de vinho em biofertilizante e encontrou ganhos no desenvolvimento e na concentração de antioxidantes da calêndula

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:19h • 19 de setembro de 2026

Mutirão retira lixo da Prainha de Pongaí às margens do rio onde maior ponte de SP é duplicada

Cerca de 30 pessoas participaram da limpeza nesta sexta-feira; resíduos foram separados para reciclagem e ação integra mobilização pelo Dia Mundial da Limpeza

Descrição da imagem

Policial • 15:38h • 19 de setembro de 2026

Superman de 1949 e outras 163 publicações furtadas voltam ao acervo da Biblioteca Nacional

Obras foram recuperadas pela Polícia Federal e passaram por análise de carimbos, registros e outras marcas para comprovar que pertenciam à instituição