Saúde • 14:25h • 28 de julho de 2026
El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil
Ministério da Saúde recomenda intensificar ações de prevenção
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O fenômeno climático El Niño poderá voltar a atuar com intensidade moderada a forte no segundo semestre deste ano, criando condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e outras arboviroses. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Diante dessa previsão, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica orientando estados e municípios a reforçarem as ações de prevenção e controle das doenças transmitidas pelo mosquito. Segundo projeções do InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.
O aumento das temperaturas, aliado ao maior volume de chuvas em algumas regiões, favorece o acúmulo de água parada, criando ambientes propícios para a reprodução do vetor.
Para reduzir os riscos, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios intensifiquem a vigilância epidemiológica e as ações de combate ao mosquito. Entre as medidas indicadas estão o bloqueio da transmissão logo após a identificação dos primeiros casos, a reorganização do trabalho dos agentes de combate às endemias e a utilização das tecnologias de controle vetorial recomendadas pelo governo federal.
A população também deve colaborar eliminando recipientes que possam acumular água em residências e áreas externas, além de procurar atendimento médico ao apresentar sintomas compatíveis com dengue, chikungunya ou outras arboviroses.
O ministério ressalta que as projeções são estimativas epidemiológicas e podem ser revisadas conforme a evolução dos dados e das condições climáticas.
Apesar da preocupação com o possível impacto do El Niño, os indicadores deste ano mostram redução no número de casos. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período de 2025. Os registros de chikungunya também diminuíram, com redução de 46% no mesmo intervalo.
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