Saúde • 09:33h • 01 de janeiro de 2026
Dormência nos pés pode ser sinal de alerta e não apenas cansaço
Formigamento frequente pode indicar neuropatia periférica, condição comum, silenciosa e ainda pouco diagnosticada
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A sensação de dormência ou formigamento nos pés costuma ser tratada como algo banal, associada ao cansaço do dia a dia, má circulação momentânea ou longos períodos em pé. No entanto, quando esse sintoma passa a se repetir ou surge sem um motivo evidente, ele pode indicar algo mais sério: a neuropatia periférica, condição que afeta os nervos responsáveis pela sensibilidade e pelo movimento dos pés.
Segundo Andrea Medeiros, coordenadora técnica da All Pé, o problema costuma ser subestimado, o que atrasa o diagnóstico e aumenta o risco de complicações. “A dormência recorrente não é normal. Ela é um dos primeiros sinais de que os nervos podem estar comprometidos. Quanto mais cedo investigamos, maiores são as chances de evitar perdas sensoriais e outras consequências”, explica.
A neuropatia periférica pode ter diversas causas. Entre as mais comuns estão diabetes, compressões nervosas, alterações na coluna, deficiências vitamínicas, alcoolismo, hipotireoidismo e até o uso prolongado de calçados apertados ou inadequados. A condição é especialmente frequente a partir dos 40 anos e entre pessoas que passam muitas horas em pé ou caminham longas distâncias diariamente.
Quando o formigamento deixa de ser normal
Nem toda dormência indica doença. Episódios isolados, como após cruzar as pernas por muito tempo, costumam desaparecer rapidamente. O sinal de alerta surge quando o sintoma se torna frequente ou persistente.
“Se a pessoa sente dormência mesmo em repouso, dificuldade para perceber o contato do pé com o chão, sensação constante de agulhadas, queimação ou perda de sensibilidade, é fundamental procurar avaliação especializada”, orienta Andrea.
Esses sinais indicam que os nervos podem estar sofrendo algum tipo de dano ou compressão, e ignorá-los pode permitir a progressão silenciosa da doença.
Riscos que vão além do desconforto
O impacto da neuropatia periférica não se limita ao incômodo. Com a redução da sensibilidade, o equilíbrio pode ser afetado, a marcha se altera e o risco de quedas aumenta, especialmente em pessoas mais velhas.
Em casos mais avançados, o perigo é ainda maior. “Já atendemos pacientes que não perceberam cortes, queimaduras ou machucados nos pés por falta de sensibilidade. Essas lesões podem evoluir para infecções graves, principalmente em pessoas com diabetes”, alerta a especialista.
Avaliação e cuidados fazem diferença
O diagnóstico envolve testes de sensibilidade, análise da pisada e investigação clínica para identificar a causa do comprometimento nervoso. O tratamento varia conforme o fator de origem e pode incluir controle glicêmico, suplementação vitamínica, fisioterapia, mudanças nos hábitos diários, adequação de calçados e acompanhamento podológico.
A prevenção também é parte fundamental do cuidado. Entre as principais orientações estão observar alterações na sensibilidade dos pés, evitar calçados apertados ou rígidos, fazer pausas durante longos períodos em pé e manter exames de rotina em dia, especialmente para quem possui fatores de risco.
“Cuidar dos pés é cuidar da saúde como um todo. A dormência frequente não deve ser normalizada, porque muitas vezes é o primeiro aviso de um problema maior”, conclui Andrea.
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