Saúde • 10:11h • 16 de março de 2026
Dor no joelho após os 40 pode indicar artrose equanto tratamentos menos invasivos ganham espaço
Especialista alerta que dor no joelho não deve ser tratada como algo “normal da idade” e defende diagnóstico precoce
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Baronesa | Foto: Arquivo/Âncora1
O envelhecimento da população brasileira tem refletido diretamente no aumento de casos de artrose no joelho, uma das doenças articulares mais comuns entre adultos e idosos. Com mais brasileiros acima dos 40 anos mantendo rotina ativa e prolongando a vida profissional, cresce também a procura por tratamentos que ajudem a controlar a dor e retardar a progressão da doença.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população com 60 anos ou mais deve dobrar nas próximas décadas, ultrapassando 58 milhões de pessoas até 2060. Esse cenário amplia a incidência de doenças degenerativas, como a artrose, caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, a artrose atinge cerca de 10% dos homens e 18% das mulheres acima dos 60 anos. Entre as articulações mais afetadas está o joelho, responsável por grande parte dos casos de dor crônica e limitação de movimento.
De acordo com o ortopedista especialista em joelho Thales Rama, a doença não surge de forma repentina. O desgaste articular costuma ser resultado de um processo gradual, influenciado por fatores como histórico de lesões, características biomecânicas e hábitos de vida.
Lesões anteriores de ligamentos ou meniscos, sobrepeso, períodos de sedentarismo seguidos de atividade física intensa e retorno inadequado ao esporte estão entre os fatores que podem acelerar o desgaste da articulação.
O médico observa que muitas pessoas acima dos 40 anos tendem a associar a dor no joelho apenas ao envelhecimento natural, o que acaba atrasando a busca por avaliação médica. Em muitos casos, o paciente procura ajuda apenas quando já apresenta limitação importante da mobilidade.
Além dos impactos físicos, a artrose também gera efeitos econômicos e sociais. Estudos internacionais indicam que doenças osteoarticulares estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e redução da produtividade em países em desenvolvimento.
A limitação funcional provocada pela doença pode comprometer atividades cotidianas simples, como subir escadas, caminhar por longas distâncias ou permanecer em pé por períodos prolongados.
Outro fator que contribui para o aumento da artrose é o crescimento da obesidade no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 20% da população adulta brasileira apresenta obesidade, condição que aumenta a sobrecarga sobre as articulações, especialmente nos joelhos.
Apesar de ser uma doença crônica, a artrose nem sempre exige cirurgia. O tratamento inicial costuma ser conservador e envolve fortalecimento muscular, reeducação de movimento, controle do peso corporal e ajustes na carga aplicada à articulação.
Nos últimos anos também aumentou a procura por terapias minimamente invasivas. Entre as opções estão infiltrações com ácido hialurônico, corticoides e plasma rico em plaquetas (PRP), técnicas que podem ajudar a reduzir a dor e melhorar a função do joelho quando indicadas de forma adequada.
Segundo Rama, o objetivo dessas abordagens é retardar a evolução da doença e preservar a qualidade de vida do paciente. A cirurgia costuma ser considerada apenas quando o tratamento conservador não apresenta resultados satisfatórios e há comprometimento significativo das atividades diárias.
Entre os principais sinais de alerta para artrose estão dor ao subir ou descer escadas, rigidez após períodos de repouso, inchaço recorrente, sensação de estalos ou crepitação no joelho e piora da dor após atividades físicas.
Para especialistas, o diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para controlar a progressão da doença. Com acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível manter a mobilidade e a qualidade de vida mesmo após os 50 anos.
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