Variedades • 13:33h • 22 de fevereiro de 2026
Dor lombar atinge mais mulheres e expõe sobrecarga física e emocional
Entenda por que rotina intensa, fatores hormonais e carga mental aumentam risco de dor crônica
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Baronesa | Foto: Arquivo/Âncora1
A dor lombar é uma das queixas mais frequentes entre mulheres no Brasil e pode refletir uma combinação de sobrecarga física, estresse emocional e hábitos cotidianos. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde indicam que 34,4% das mulheres adultas relatam dores frequentes na região das costas, percentual superior ao observado entre homens, que é de 26,5%. Especialistas apontam que o problema vai além de postura inadequada ou sedentarismo e envolve fatores multifatoriais.
Segundo a fisioterapeuta Luciana Geraissate, especialista em reabilitação funcional e Pilates clínico, muitos quadros não estão associados a traumas específicos, mas a um acúmulo de sobrecargas ao longo dos anos. Ela explica que estresse contínuo, respiração inadequada, falta de fortalecimento muscular e distúrbios do sono contribuem para o surgimento e a manutenção da dor lombar.
Estudos reforçam o cenário
Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Epidemiologia aponta que mulheres com múltiplos filhos têm até 2,8 vezes mais probabilidade de desenvolver dor lombar crônica. Outros fatores associados incluem idade superior a 50 anos, tabagismo, obesidade, insônia e depressão. Dados do Global Burden of Disease mostram que, em 2017, mais de 25 milhões de brasileiros sofreram com dor na coluna, uma das principais causas de incapacidade no país.
Além dos fatores clínicos, a rotina feminina pode ampliar o risco. Uso frequente de salto alto, longos períodos sentada e alterações hormonais, especialmente sem preparo físico adequado, favorecem o desequilíbrio muscular. A chamada carga mental, relacionada ao acúmulo de responsabilidades profissionais e domésticas, também pode levar à negligência de sinais precoces do corpo.
De acordo com Luciana Geraissate, o atendimento fisioterapêutico deve considerar não apenas a técnica, mas também o contexto de vida da paciente. A avaliação individualizada permite identificar padrões de compensação corporal que, com o tempo, deixam de ser eficientes e tornam a dor persistente.
Nesse cenário, o Pilates clínico tem sido utilizado como estratégia terapêutica. Diferente das aulas voltadas ao condicionamento físico geral, a abordagem clínica é personalizada e trabalha o fortalecimento da musculatura profunda, mobilidade articular e consciência corporal. A prática contribui para melhorar o alinhamento postural e o controle motor, reduzindo episódios recorrentes de dor.
Especialistas alertam que sinais como rigidez ao acordar, desconforto ao permanecer sentada por longos períodos ou episódios de travamento lombar não devem ser ignorados. A busca precoce por orientação profissional pode evitar a evolução para quadros crônicos e incapacitantes.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita