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Esporte • 13:00h • 09 de setembro de 2024

Dois ouros e uma prata selam o Top 5 e Brasil conclui melhor campanha da história

Paris foi palco da melhor performance nacional em número de medalhas (89), em quantidade de ouros (25) e de colocação final (5º)

Redação/ Ministério do Esporte | Foto: CPB

Canoagem, halterofilismo e a maratona encerraram a participação brasileira em Paris. Carol Santiago e Fernando Rufino foram os porta-bandeiras na Cerimônia de Encerramento.
Canoagem, halterofilismo e a maratona encerraram a participação brasileira em Paris. Carol Santiago e Fernando Rufino foram os porta-bandeiras na Cerimônia de Encerramento.

Os Jogos Paralímpicos de Paris terminaram neste domingo com alguns degraus a mais de excelência e horizontes para o Brasil. A delegação nacional estabeleceu na França os melhores resultados de sua história em todos os parâmetros de avaliação.

Pela primeira vez na história dos Jogos Paralímpicos chegamos ao Top 5. Nossa melhor posição tinha sido a sétima em Tóquio.

Com 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes), o país bateu o recorde de pódios que era de 72, obtido tanto no Rio 2016 quanto em Tóquio 2021. Com 25 ouros, superou os 22 de Tóquio, até então a melhor marca.

As 89 medalhas também levaram o Brasil ao Top 4 em quantidade de pódios, atrás apenas de China, Grã-Bretanha e Estados Unidos. O Brasil teve medalhas em 12 das 20 modalidades em que teve representantes na França. Algumas delas, de forma inédita, como triatlo, badminton e tiro esportivo.

“Maior número de ouros, de pratas, de bronzes, fizemos o absurdo de saltar de 72 para 89 medalhas. Nossa meta era ficar entre os oito, estamos entre os cinco. Em número total de medalhas, só três países estão à nossa frente. Então, realmente é muita felicidade, sensação de que o trabalho vale a pena, compensa, e certeza de que a gente tem grandes guerreiros, porque o que eles fizeram aqui foi digno de nota", enfatiza Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

Mizael exaltou também o plano estratégico da entidade, que passou a valorizar a descentralização de competições, a criação de festivais para difundir o esporte adaptado, as paralimpíadas escolares, que identificam talentos, os campings no Centro de Treinamento Paralímpico com os destaques e as perspectivas de consolidar uma engrenagem que permita a detecção, treinamento e renovação. “Criamos o Festival Paralímpico, as escolinhas dos centros de referência, que hoje são 72 no Brasil inteiro. Criamos o Camping Escolar, que é a oportunidade para os atletas que têm performance na Paralimpíada Escolar de já iniciar uma transição para o alto rendimento, as seleções de base, as seleções principais. Criamos o caminho do atleta que entra na escolinha e pode parar num pódio aqui em Paris”, completou Mizael.

Sucesso no atletismo

O atletismo seguiu como carro-chefe do país. Em Paris, rendeu 36 medalhas, com 10 ouros, 11 pratas e 15 bronzes. O Brasil foi o terceiro no quadro específico da modalidade, atrás apenas de China e Estados Unidos. A natação veio na sequência, com 26 pódios (sete ouros, nove pratas e 10 bronzes). Outro destaque importante foi o judô. A modalidade terminou na liderança do quadro de medalhas específico do esporte em Paris. Foram quatro ouros, duas pratas e dois bronzes, um total de oito medalhas.

Bolsa Atleta

Todas as medalhas foram conquistadas por atletas que recebem atualmente o Bolsa Atleta, o programa de patrocínio direto do Governo Federal. Dos 280 atletas em Paris, 274 integram o programa do Ministério do Esporte.

Veja o quadro final de medalhas




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