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Economia • 14:39h • 08 de dezembro de 2025

Dia Nacional da Silvicultura: produtos florestais são o 3º grupo mais exportado do agro paulista

No ano passado, as exportações de produtos florestais atingiram a marca de US$ 3,14 bilhões, com participações de 54,9% de celulose e 37,4% de papel

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP

Um dos produtos da silvicultura paulista que se destaca no cenário nacional é a borracha natural, cuja matéria-prima é o látex
Um dos produtos da silvicultura paulista que se destaca no cenário nacional é a borracha natural, cuja matéria-prima é o látex

O Dia Nacional da Silvicultura foi comemorado em 7 de dezembro e destaca o cultivo, manejo e conservação de florestas, além da produção de madeira, papel, celulose, borracha natural e outros produtos. O estado de São Paulo se destaca no país pela forte produção e exportação desses itens. Em 2024, o setor foi o terceiro mais exportado do agronegócio paulista, atrás apenas do complexo sucroalcooleiro e do setor de carnes.

Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) e da Apta, as exportações paulistas de produtos florestais somaram US$ 3,14 bilhões no ano passado: 54,9% de celulose e 37,4% de papel. Em 2024, o setor representou 10,2% das exportações do estado, com aumento de 16,3% em valores e estabilidade no volume enviado. A celulose, principal item, teve alta de 25% em valores e queda de 4,1% na quantidade embarcada. Já o papel cresceu 5,9% em valores e 12,4% em volume. Os principais destinos foram China (35,1%), União Europeia (15,2%), Estados Unidos (9,5%), Peru (4,8%), Argentina (4,7%), Colômbia (3,8%) e Chile (3,6%).

O setor de silvicultura tem grande importância econômica, social e ambiental para o estado. A pesquisadora do IEA Marli Mascarenhas lembra que grande parte das florestas plantadas, como as de eucalipto, possui certificação internacional e contribui para o sequestro de carbono e a preservação de áreas nativas. A seringueira, por exemplo, pode ser integrada a áreas de proteção ambiental, ocupando até 40% do espaço.

A silvicultura também avança com pesquisas que unem produtividade e sustentabilidade. Um projeto da Apta Regional, em parceria com a iniciativa privada, avalia sistemas silvipastoris com teca e eucalipto para medir o impacto da sombra no desenvolvimento de novilhas Nelore. Os primeiros resultados mostram ganho de peso 10% maior nos animais criados em áreas sombreadas.

São Paulo lidera a produção nacional de borracha

A silvicultura paulista também se destaca pela produção de borracha natural, feita a partir do látex. São Paulo é o maior produtor do país, e o látex é usado em produtos como tênis, pneus de avião, próteses, preservativos e chupetas.

A safra 2024/25 da seringueira deve alcançar 266,2 mil toneladas de coágulo de látex, um aumento de 8,6% em relação ao ciclo anterior, com rendimento médio de 2.375 kg/ha. A área plantada cresceu 3,1%, chegando a 123,7 mil hectares. As maiores produções estão nas regiões de São José do Rio Preto (31%), General Salgado (15,1%) e Votuporanga (13%).

Embora a seringueira seja de origem amazônica, hoje 60% da borracha natural do Brasil vem de São Paulo, graças ao trabalho contínuo do Instituto Agronômico (IAC-Apta). Desde 1952, o IAC desenvolve variedades mais resistentes e produtivas. Já foram disponibilizados 37 clones, sendo 31 desenvolvidos pelo próprio Instituto. Alguns permitem iniciar a sangria em apenas cinco anos após o plantio.

Segundo a pesquisadora Lígia Regina Lima Gouvêa, o processo de melhoramento genético de um clone pode levar 25 a 30 anos, passando por várias etapas de avaliação. Em 2023, o IAC instalou novos experimentos em Votuporanga e deve ampliar as pesquisas nos próximos anos.

Sobre a Apta

A Apta coordena as pesquisas científicas da Secretaria de Agricultura de São Paulo e reúne sete instituições: IAC, IB, IEA, IP, Ital, IZ e Apta Regional, com unidades em todas as regiões do estado.

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