Variedades • 18:29h • 30 de janeiro de 2026
Dia da Saudade propõe reflexão sobre o luto e a permanência dos vínculos
Data lembrada em 30 de janeiro convida à escuta, ao respeito ao tempo da dor e ao reconhecimento da saudade como expressão de afeto
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Vocali | Foto: Arquivo/Âncora1
O Dia da Saudade, lembrado em 30 de janeiro, convida a uma pausa para refletir sobre as ausências que permanecem presentes na vida de quem vive o luto. Segundo a estudiosa do luto e de ritos fúnebres Mylena Cooper, a data não tem caráter de celebração, mas oferece um espaço simbólico para reconhecer sentimentos que atravessam o cotidiano de forma silenciosa e contínua.
De acordo com a autora, a saudade não se manifesta apenas em datas específicas. Ela surge em situações comuns, como ao ouvir uma música, sentir um cheiro ou acessar uma lembrança inesperada. Para pessoas enlutadas, essas reativações podem trazer tristeza, cansaço emocional, irritação ou necessidade de isolamento, reações que, segundo Mylena, não indicam fragilidade, mas a continuidade de um vínculo afetivo.
Ainda conforme a especialista, existe uma expectativa social de que o tempo resolva o luto ou que a dor diminua de maneira linear. Na prática, a saudade não segue um roteiro fixo. Ela se transforma ao longo da vida, podendo aparecer como dor intensa em alguns momentos e, em outros, como memória ou gratidão. Todas essas formas são legítimas e fazem parte do processo humano de elaborar perdas.
O Dia da Saudade pode ter impactos diferentes para cada pessoa. Para algumas, a data pesa mais. Para outras, passa quase despercebida. Mylena destaca que não existe uma forma correta de atravessar esse dia. Respeitar o próprio ritmo, reconhecer limites e escolher como lembrar são atitudes de cuidado consigo.
Para quem convive com pessoas enlutadas, a orientação é priorizar a escuta e o respeito. Evitar frases prontas e permitir que o outro fale, ou permaneça em silêncio, pode ser mais acolhedor do que tentativas de consolo imediato. Presença e disponibilidade, segundo a autora, fazem diferença no apoio cotidiano.
Mylena Cooper ressalta ainda que o luto não é um problema a ser resolvido, mas um processo que exige tempo e, em alguns casos, apoio especializado. Quando a dor se torna paralisante ou interfere na rotina, buscar ajuda profissional é um ato de cuidado e responsabilidade.
Para a autora, a saudade, apesar de dolorosa, é herança de amor. Ela preserva aquilo que teve valor e significado. O Dia da Saudade não exige força excessiva. Para quem vive o luto, atravessar o dia já é suficiente. A saudade não representa fraqueza, mas vínculo, e pode coexistir com memória, dignidade e afeto.
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