Ciência e Tecnologia • 18:32h • 19 de janeiro de 2026
Da estrutura do átomo às supercordas, a física busca unificar as leis do Universo
Astrônomo do Urânia Planetário explica como partículas fundamentais e dimensões ocultas estão no centro das pesquisas da ciência moderna
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Urania Planetário | Foto: Divulgação
A busca por compreender do que o Universo é feito e quais leis regem todas as suas estruturas segue no centro da física moderna. O que antes era visto como indivisível hoje revela camadas cada vez mais profundas da matéria. Segundo o astrônomo e professor Emerson Roberto Perez, do Urânia Planetário, a ciência já superou há muito tempo a noção clássica do átomo como unidade fundamental e avança na tentativa de unificar todas as forças do cosmos em uma única teoria.
Atualmente, o átomo é compreendido como uma estrutura composta por um núcleo formado por prótons e nêutrons, cercado por elétrons, partículas de massa muito menor e carga elétrica negativa. Esse modelo, consolidado ao longo do século XX, abriu caminho para descobertas ainda mais profundas sobre a constituição da matéria.
Avanços na física de partículas demonstraram que prótons e nêutrons também não são fundamentais. Eles são formados por quarks, partículas elementares que interagem por meio da força nuclear forte. Esses quarks apresentam diferentes propriedades, conhecidas como sabores e cores, e suas combinações explicam a diversidade de partículas encontradas nos núcleos atômicos. A partir dessa constatação, surgiu uma nova questão científica: os quarks representam o último nível da matéria ou ainda existe algo mais profundo.
Teoria das Supercordas
Uma das respostas mais ousadas a esse questionamento é a Teoria das Supercordas. Essa abordagem propõe que as entidades mais fundamentais do Universo não são partículas pontuais, mas estruturas unidimensionais semelhantes a filamentos de energia. De acordo com a teoria, as diferentes partículas surgem a partir dos distintos modos de vibração dessas cordas, de forma análoga às notas musicais produzidas por um instrumento.
Entre as previsões mais conhecidas da teoria está o gráviton, partícula hipotética associada à gravidade e que ainda não foi detectada experimentalmente. A existência dessa partícula poderia ajudar a explicar como a gravidade se integra às demais forças fundamentais da natureza, um dos maiores desafios da física contemporânea.
A Teoria das Supercordas também sugere a existência de dimensões espaciais adicionais além das três conhecidas. Essas dimensões extras estariam compactadas em escalas extremamente pequenas, próximas à chamada distância de Planck, tornando-se imperceptíveis nas observações cotidianas. Segundo os pesquisadores, essas dimensões adicionais seriam essenciais para viabilizar matematicamente a unificação das quatro forças fundamentais, incluindo a gravidade.
Embora ainda careça de comprovação experimental direta, a teoria ocupa posição central na física teórica atual por oferecer um possível caminho para conciliar a Mecânica Quântica, que descreve o comportamento das partículas subatômicas, e a Relatividade Geral, que explica a gravidade em grandes escalas cósmicas. Mesmo sem evidências conclusivas, os estudos nessa área já transformaram profundamente a compreensão científica do Universo.
Para Emerson Roberto Perez, essas pesquisas reforçam que o conhecimento científico está em constante construção. Novas teorias, tecnologias e observações ampliam os limites do que é conhecido, mostrando que a busca pela unificação das leis do Universo é um processo contínuo, que avança à medida que a ciência explora o invisível e questiona suas próprias certezas.
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