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Saúde • 09:21h • 19 de novembro de 2024

Cuidados maternos e neonatais são temas do ‘Dia Mundial da Prematuridade’ deste ano

A campanha faz parte do Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre o nascimento prematuro

Da Redação com informações do Ministério da Saúde | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Embora muitos bebês prematuros se desenvolvam bem, o parto antes das 37 semanas pode expor o recém-nascido a diversas intercorrências devido à imaturidade de seus órgãos e sistemas.
Embora muitos bebês prematuros se desenvolvam bem, o parto antes das 37 semanas pode expor o recém-nascido a diversas intercorrências devido à imaturidade de seus órgãos e sistemas.

A campanha Novembro Roxo, dedicada à conscientização sobre a prematuridade, destaca em 2024 o tema *"Cuidados maternos e neonatais de qualidade em todos os lugares"*, em referência ao Dia Mundial da Prematuridade, celebrado no último domingo (17). No Brasil, um em cada 10 nascimentos ocorre antes de 37 semanas de gestação, colocando o país entre os 10 com mais partos prematuros no mundo.

Para fortalecer o apoio às famílias, o Ministério da Saúde lançou, em setembro, a Rede Alyne, que busca qualificar o cuidado materno-infantil e oferecer atendimento integral às mulheres e recém-nascidos em todo o território nacional.

A prevenção do parto prematuro é fundamental para reduzir a mortalidade infantil e depende de um pré-natal de qualidade realizado na Atenção Primária à Saúde (APS). O acompanhamento pela Estratégia Saúde da Família (ESF) e o encaminhamento para serviços especializados em casos de gestação de risco são medidas essenciais. Quando o parto prematuro ocorre, cuidados rigorosos são necessários para diminuir os riscos à saúde do bebê.

Sonia Venancio, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens, reforça a importância de políticas públicas bem estruturadas: “Com assistência neonatal qualificada, é possível melhorar a saúde dos bebês, garantindo um início de vida mais seguro, o que beneficia também as famílias e a sociedade como um todo”.

Embora muitos prematuros tenham um bom desenvolvimento, o nascimento antes de 37 semanas pode causar complicações graves, como dificuldades respiratórias, problemas cardíacos, gastrointestinais e imunológicos, além de comprometimento ocular, auditivo e do sistema nervoso central.

Segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), o Brasil registrou 303.477 nascimentos prematuros em 2022. Dados preliminares de 2023 mostram uma leve queda para 303.144, enquanto, até outubro deste ano, foram registrados 193.942 partos antes de 37 semanas.

A farmacêutica Nathalia Panzariello, de 25 anos, vivenciou o desafio do parto prematuro quando suas gêmeas, Lara e Iris, nasceram com 32 semanas em setembro. Após 27 dias na UTI Neonatal, as meninas receberam alta com boa saúde. “No início, foi assustador, mas a equipe de saúde nos acolheu. Hoje, só tenho gratidão por saber que elas superaram esse momento tão difícil”, relatou Nathalia.

Os principais fatores associados ao parto prematuro incluem condições maternas, gravidez na adolescência, histórico de partos precoces, gestação múltipla, uso de álcool, cigarro ou drogas, além de pré-natal inadequado. Exames realizados durante o pré-natal, como ultrassonografias e análises laboratoriais, ajudam a identificar e tratar condições que possam causar complicações, especialmente em gestações de alto risco, como as marcadas por hipertensão e diabetes gestacional. Monitoramento especializado é crucial para proteger a mãe e o bebê.

Ações

A Rede Alyne oferece suporte a estados, municípios e ao Distrito Federal, com recursos direcionados para fortalecer o pré-natal, o atendimento durante a internação e o acompanhamento no pós-alta – essenciais para a prevenção de complicações associadas à prematuridade. O programa também promove o fortalecimento dos serviços de alto risco para gestantes e puérperas em situação de vulnerabilidade, que são os Ambulatórios de Alto Risco (Agar), bem como oferece incentivo financeiro para os ambulatórios dos bebês egressos de UTI Neonatal (A-SEG).

Outra iniciativa do Ministério da Saúde é o envio de assessores técnicos aos territórios para apoiar e monitorar as práticas de saúde, além de garantir a execução das políticas, como no caso da estratégia do Método Canguru – cuidado humanizado ao recém-nascido que fortalece o vínculo entre mãe e bebê e reduz complicações comuns em bebês prematuros e ou de baixo peso.

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