Responsabilidade Social • 18:39h • 08 de abril de 2026
Controle parental não basta: presença dos pais é o que realmente protege crianças na internet
Especialista alerta que aplicativos de monitoramento criam falsa segurança e não substituem diálogo e acompanhamento emocional
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LC Comunicação | Foto: Divulgação
O uso da internet por crianças e adolescentes exige mais do que controle de telas e aplicativos de monitoramento. Segundo especialistas, a presença ativa dos pais é o fator mais eficaz para proteção no ambiente digital, especialmente em um cenário em que 92% dos brasileiros entre 9 e 17 anos já utilizam a internet, conforme a pesquisa TIC Kids Online Brasil.
O alerta é da educadora parental Thelma Nascimento, que aponta um equívoco comum nas famílias: acreditar que saber senhas, limitar tempo de uso ou acompanhar histórico de navegação é suficiente. Embora úteis, essas ferramentas não substituem o diálogo e o acompanhamento emocional no cotidiano digital dos filhos.
De acordo com a especialista, o controle isolado pode gerar uma falsa sensação de segurança. O Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais do governo federal reforça esse entendimento ao destacar que mecanismos de controle auxiliam na gestão, mas não substituem a presença familiar.
Presença faz diferença no desenvolvimento emocional
O impacto da internet vai além do comportamento visível. Conteúdos consumidos online podem provocar emoções como medo, vergonha, comparação e confusão, especialmente quando não há espaço para conversa.
Nesse contexto, muitas crianças deixam de relatar o que vivenciam no ambiente digital por receio de punições ou julgamentos. Esse silêncio pode fazer com que enfrentem situações complexas sem orientação, aumentando riscos emocionais.
Para a especialista, a diferença está na forma de atuação dos adultos. Enquanto o controle tenta limitar o acesso, a presença busca desenvolver discernimento e autonomia. Isso exige escuta ativa e construção de confiança no dia a dia.
Diálogo contínuo é mais eficaz que vigilância
Uma das recomendações é transformar a conversa sobre internet em parte da rotina familiar, e não apenas uma reação a problemas. Falar sobre conteúdos, jogos, influenciadores e experiências digitais ajuda a criar um ambiente seguro para troca.
O uso de perguntas abertas também contribui para fortalecer o vínculo. Em vez de abordagens punitivas, o diálogo deve incentivar a criança a compartilhar o que vê e sente, sem medo de consequências imediatas.
Além disso, a organização do ambiente doméstico, com regras claras, momentos sem telas e acompanhamento do uso, ajuda a equilibrar a relação com a tecnologia.
Como lidar com conteúdos sensíveis
Quando crianças e adolescentes têm contato com conteúdos mais delicados, como violência ou discursos de ódio, a orientação é priorizar o acolhimento antes da correção. A abordagem deve considerar o momento emocional da criança para que o aprendizado seja efetivo.
Especialistas alertam ainda que a postura dos pais é determinante. Exigir transparência sem construir confiança ou substituir o diálogo por vigilância tende a fragilizar a relação.
O acompanhamento da vida digital, portanto, não se resume ao controle de dispositivos, mas à construção de uma presença ativa, capaz de orientar, escutar e ajudar na formação crítica diante do conteúdo consumido.
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