Mundo • 09:19h • 23 de março de 2026
Contas laranja crescem 62% e ampliam risco de golpes no Brasil
Estudo aponta mais de 2,6 milhões de perfis suspeitos em 2025 e baixa capacidade de detecção
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Serasa | Foto: Arquivo/Âncora1
O uso de contas bancárias intermediárias em fraudes, conhecidas como contas laranja, cresceu de forma significativa no Brasil. Em 2025, mais de 2,6 milhões de indivíduos ou contas apresentaram indícios desse tipo de prática, segundo levantamento da Serasa Experian.
O número representa um aumento de 62% em relação a 2023 e acende alerta sobre a evolução dos golpes financeiros no ambiente digital.
Baixa detecção preocupa
Apesar do volume elevado, apenas 3,2% desses perfis foram identificados pelas instituições financeiras. O dado evidencia um desafio estrutural no combate às fraudes, especialmente diante da sofisticação dos métodos utilizados pelos criminosos.
Como funcionam as contas laranja
As contas laranja são utilizadas para intermediar transações ilícitas, dificultando a identificação do beneficiário final. Na prática, criminosos utilizam CPFs de terceiros para movimentar valores obtidos em golpes, muitas vezes sem o conhecimento do titular dos dados.
Em outros casos, há participação direta, quando pessoas cedem contas bancárias ou informações em troca de algum benefício.
O avanço do Pix e o aumento do risco
A consolidação do Pix ampliou a velocidade e o volume das transações financeiras no país, criando um ambiente mais propício para esse tipo de fraude. Em 2024, o sistema movimentou R$ 26 trilhões, segundo o Banco Central.
Dentro desse cenário, cerca de 2% das transações de 2025 foram associadas a potenciais contas laranja, o equivalente a aproximadamente 1,2 bilhão de operações.
Perfis com menor uso são mais vulneráveis
O estudo aponta que contas com baixo uso de serviços financeiros apresentam risco até nove vezes maior de envolvimento em fraudes. A menor familiaridade com aplicativos bancários e alertas de segurança contribui para que atividades suspeitas passem despercebidas por mais tempo.
Desafio tecnológico e comportamental
A dificuldade de identificação está ligada à complexidade do comportamento desses perfis e à limitação de ferramentas tradicionais de verificação. A ausência de monitoramento contínuo e o uso restrito de tecnologias avançadas de autenticação também dificultam o combate ao problema.
Caminhos para reduzir o problema
Especialistas indicam que a prevenção depende de uma combinação de validação de identidade, análise de comportamento e monitoramento ao longo de toda a jornada do cliente.
A identificação precoce é considerada essencial para reduzir prejuízos e impedir a reutilização dessas contas em novos golpes.
Cenário em expansão
O crescimento das contas laranja reflete a transformação do sistema financeiro digital e a necessidade de adaptação das estratégias de segurança.
Com transações cada vez mais rápidas e integradas, o desafio passa a ser acompanhar a velocidade das fraudes e ampliar a capacidade de resposta das instituições.
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