• Imposto de Renda 2026 terá prazo mais curto para entrega
  • Reforma tributária muda formação de preços e pressiona cardápios de bares e restaurantes
  • Evento gratuito para mulheres promove yoga e autocuidado no Parque Buracão em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 09:09h • 25 de novembro de 2024

Consumo de ultraprocessados e bebidas alcoólicas custa R$ 28 bilhões ao SUS anualmente

Estudo revela que cerca de 160 mil mortes por ano estão relacionadas ao consumo desses produtos; ONGs defendem aumento de impostos seletivos para financiar o SUS e promover saúde pública

Da Redação | Com informações da Agência Brasil | Foto: Arquivo/Âncora1

Impostos seletivos podem reduzir custos com doenças causadas por ultraprocessados e bebidas alcoólicas no SUS
Impostos seletivos podem reduzir custos com doenças causadas por ultraprocessados e bebidas alcoólicas no SUS

Pesquisas realizadas pela Fiocruz, em parceria com as ONGs ACT Promoção da Saúde e Vital Strategies, revelaram o impacto econômico do consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o levantamento, o custo desses hábitos alimentares para o sistema de saúde chega a impressionantes R$ 28 bilhões por ano.

O estudo identificou que os gastos diretos com o atendimento a doenças causadas pela alimentação inadequada com ultraprocessados representam cerca de R$ 933,5 milhões anuais. Quando somados os custos indiretos, que incluem mortes prematuras e complicações associadas, esse valor sobe para R$ 10,4 bilhões. Já o consumo de bebidas alcoólicas gera um custo de R$ 18,8 bilhões, o que inclui as complicações de saúde e atendimentos relacionados.

Entre as principais doenças associadas a esses hábitos estão a hipertensão, diabetes, obesidade, e até doenças mais complexas, como demências e cânceres. As mortes relacionadas ao consumo de ultraprocessados e álcool chegam a 160 mil por ano no Brasil, com 57 mil mortes associadas à má alimentação e 105 mil ao uso excessivo de álcool.

Marília Albiero, coordenadora de Inovação e Estratégia da ACT Promoção da Saúde, destacou que o estudo reforça a necessidade de medidas concretas para combater esses problemas, como a adoção de impostos seletivos sobre produtos nocivos à saúde. “Esses impostos podem não só financiar os tratamentos necessários no SUS, mas também reduzir o consumo de substâncias prejudiciais, estimulando escolhas mais saudáveis”, afirmou.

A pesquisa também sugere que a inclusão desses impostos na reforma tributária poderia ser uma solução para financiar a saúde pública e promover a justiça tributária. Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies no Brasil, defende que a tributação mais alta sobre produtos prejudiciais ao bem-estar social seria uma forma de cobrir os custos causados por essas substâncias e promover a equidade na sociedade. “É uma lógica de ganha-ganha, que não só arrecada mais, mas também melhora a saúde pública e ajuda a combater os impactos dessas substâncias”, explica Pedro.

Além de ser uma medida fiscal, a taxação teria um efeito preventivo, reduzindo a prevalência de doenças crônicas e seus impactos na economia, como a perda de produtividade. O estudo aponta que, com a implementação de impostos seletivos, seria possível reduzir em até 25% as mortes associadas ao consumo de ultraprocessados e álcool, o que representaria uma economia de cerca de 40 mil vidas por ano.

A pesquisa também destaca que, em comparação com outras campanhas de saúde pública, como a prevenção contra a dengue, as medidas contra o consumo de ultraprocessados e bebidas alcoólicas poderiam ter um impacto muito maior na saúde da população, tanto na redução de mortes quanto na melhoria da qualidade de vida.

Apesar de ser um grande desafio, o estudo conclui que a combinação de ações de conscientização, políticas públicas e tributação seletiva pode contribuir para a construção de um sistema de saúde mais sustentável, ao mesmo tempo que combate as causas de doenças debilitantes no país.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Esporte • 17:00h • 19 de março de 2026

Copa do Mundo deve marcar nova era tecnológica no futebol e na experiência do torcedor

Inteligência artificial, realidade imersiva e conectividade avançada devem transformar o evento dentro e fora de campo

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 16:37h • 19 de março de 2026

Parece real, mas pode ser golpe. Anatel orienta sobre fraudes com imagens manipuladas

Primeira campanha do ano orienta a população sobre deepfakes, desinformação e fraudes no ambiente digital

Descrição da imagem

Cidades • 16:06h • 19 de março de 2026

Curso gratuito de poda de árvores abre inscrições em Pedrinhas Paulista

Capacitação acontece nos dias 30 e 31 de março com vagas limitadas e foco em manejo e segurança

Descrição da imagem

Economia • 15:25h • 19 de março de 2026

Imposto de Renda 2026 terá prazo mais curto para entrega

Declaração começa em 23 de março e vai até 29 de maio; atraso gera multa

Descrição da imagem

Cidades • 15:08h • 19 de março de 2026

Velório da Prudenciana avança em melhorias e ainda terá novas intervenções

Espaço recebe revitalização, novos equipamentos e deve contar com ar-condicionado nos próximos dias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 14:46h • 19 de março de 2026

Marco Legal dos Games abre caminho para crescimento da indústria no Brasil

Nova lei cria regras mais claras, amplia incentivos e fortalece produção nacional de jogos eletrônicos

Descrição da imagem

Classificados • 14:12h • 19 de março de 2026

Fim do contrato não encerra obrigações trabalhistas, entenda o que muda

Mesmo após o fim do contrato, trabalhador pode revisar verbas, estabilidade e irregularidades dentro de prazo legal

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 13:49h • 19 de março de 2026

ECA Digital entra em vigor e reforça proteção de crianças na internet

Nova lei amplia regras para redes sociais, jogos e plataformas digitais, com foco na segurança de menores e responsabilização de empresas e famílias

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar