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Variedades • 16:50h • 23 de agosto de 2025

Como são escolhidos os nomes dos medicamentos? Entenda o processo e as regras

Aprovação regulatória pode levar anos e segue normas técnicas para garantir segurança e evitar erros; nomear um medicamento exige técnica, criatividade e responsabilidade

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Divulgação/Envato

Como medicamentos recebem seus nomes; a ciência e a burocracia por trás da escolha de nomes de medicamentos
Como medicamentos recebem seus nomes; a ciência e a burocracia por trás da escolha de nomes de medicamentos

Digeflex, Pratiprazol, Pratiderm... Mesmo sem conhecer esses medicamentos, os nomes já dão pistas sobre suas funções. Isso não é coincidência. A escolha da nomenclatura é um processo técnico, que leva tempo e precisa seguir normas rígidas para evitar confusões e garantir a segurança dos pacientes.

Segundo Lucas Angnes, gerente de Marketing da Prati-Donaduzzi, o nome de um medicamento envolve muito mais do que marketing. “Um bom nome deve ser distintivo, seguro, adequado culturalmente e juridicamente viável. O processo pode durar anos e envolver dezenas de especialistas, mas é fundamental para garantir a segurança e a longevidade do produto no mercado”, afirma.

Desde 2014, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotou regras mais severas para aprovar novos nomes. Hoje, não é permitido que eles sejam semelhantes — nem na escrita, nem na pronúncia — aos já existentes. Além disso, é obrigatório que tenham pelo menos três letras diferentes em relação a qualquer outro medicamento registrado.

Uma das normas mais importantes determina que o nome comercial não pode reproduzir mais de 50% da Denominação Comum Brasileira (DCB) nem do princípio ativo. Isso evita, por exemplo, que um medicamento com dipirona tenha mais de três letras iguais ao nome da substância. A medida busca reduzir erros de prescrição e dispensação.

Outra exigência é que os nomes não induzam à automedicação, não prometam cura e não façam referência a partes do corpo ou doenças sem respaldo científico. Combinações de letras que possam confundir, como “I” e “Y” ou “M” e “N”, também são desaconselhadas.

O processo criativo envolve diferentes áreas da indústria farmacêutica, como jurídico, inovação, farmacêutico e marketing. As sugestões passam por checagens em bases de dados, simuladores fonéticos e plataformas internacionais, para evitar duplicidade ou significados negativos em outros idiomas.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de metade dos nomes sugeridos são rejeitados pela Anvisa. Atualmente, há cerca de 10 mil medicamentos registrados no Brasil. Apenas a Prati-Donaduzzi, com pouco mais de 30 anos de atuação, possui mais de 170 produtos em seu portfólio. “Investimos de 5% a 7% da nossa receita líquida em pesquisa e desenvolvimento. Com tantos lançamentos, precisamos de nomes simples, memoráveis e que auxiliem o trabalho médico”, explica Angnes.

Para ele, dar nome a um medicamento é mais do que uma decisão criativa. “É uma mistura de ciência, criatividade e burocracia. Mas, acima de tudo, é uma responsabilidade com a vida das pessoas”, conclui.

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