Saúde • 09:21h • 22 de maio de 2026
Como lidar com as variações hormonais do ciclo menstrual
Orientação é compreender o próprio ciclo, identificar os momentos em que os sintomas físicos e emocionais são mais intensos e reorganizar as atividades do dia a dia
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
As variações hormonais ao longo do ciclo menstrual podem influenciar diretamente a produtividade, o foco e o bem-estar das mulheres, segundo especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo. Mudanças naturais do organismo afetam energia, concentração, humor e até a autoconfiança, refletindo no desempenho das atividades diárias.
Entre as orientações dos especialistas estão reorganizar tarefas para os períodos de maior disposição, fazer pausas estratégicas ao longo do dia e buscar acompanhamento médico quando os sintomas começam a interferir na rotina.
De acordo com os profissionais, tentar manter o mesmo ritmo e nível de rendimento em todas as fases do ciclo pode aumentar sentimentos de frustração, culpa e autocrítica excessiva. Por isso, compreender os sinais do próprio corpo é considerado fundamental para atravessar esse período com mais equilíbrio.
Fases do ciclo e impactos no corpo
O ciclo menstrual é dividido em três fases: folicular, ovulatória e lútea, geralmente com duração média de 28 dias. Na fase folicular, após a menstruação, ocorre aumento do estrogênio, o que tende a melhorar a disposição, o foco e a clareza mental. Já na fase lútea, quando há aumento da progesterona, é comum surgir maior sensibilidade emocional, introspecção e redução da energia.
A ginecologista e mastologista do Iamspe, Denise Joffily, explica que as alterações variam de mulher para mulher e que o mais importante é identificar os próprios padrões hormonais, sem exigir produtividade igual em todos os dias.
Segundo a especialista, o corpo feminino não funciona de forma linear e o autoconhecimento hormonal pode ser uma ferramenta importante para a saúde mental.
Quando sintomas como irritabilidade intensa, tristeza persistente, dores fortes, ansiedade, alterações no sono ou dificuldade de concentração começam a afetar o trabalho, os relacionamentos e o bem-estar, a recomendação é procurar acompanhamento médico.
O Iamspe orienta que mulheres observem o próprio ciclo por alguns meses para entender melhor os períodos de maior e menor disposição. A recomendação é priorizar reuniões, apresentações e atividades que exigem mais interação social em fases de maior energia, enquanto tarefas analíticas e mais introspectivas podem ser realizadas em momentos de menor disposição.
Os especialistas também destacam a importância de investigar condições como tensão pré-menstrual (TPM), transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), endometriose e síndrome do ovário policístico (SOP), que podem exigir tratamento específico.
Para os médicos, o ciclo menstrual não deve ser visto como um obstáculo à produtividade, mas como um aspecto natural do corpo que pode ser compreendido e administrado com planejamento e cuidado.
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