• Prefeitura de Assis retoma parceria com a APASS e restabelece serviços de proteção animal
  • Praça do Jardim Europa segue inacabada um ano após anúncio e gera queixas de abandono em Assis
  • MEIs excluídos do Simples Nacional têm até 31 de janeiro para regularizar pendências
  • Caça-níqueis e equipamentos do jogo do bicho são apreendidos no centro de Paraguaçu Paulista
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 13:35h • 28 de outubro de 2024

Como integrar pessoas com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho?

Clareza e transparência na comunicação são essenciais; empresas devem se adaptar às condições do candidato. Veja dicas de especialistas da USP

Da Redação/Agência SP | Foto: Governo de SP

O espectro autista se encaixa em vagas para deficientes.
O espectro autista se encaixa em vagas para deficientes.

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) representam cerca de 2% da população brasileira – possivelmente até mais, devido à dificuldade de diagnóstico. Como descreve o psiquiatra Fábio Sato, especialista em autismo no Hospital das Clínicas, “o fio condutor de todos os pacientes com TEA é a dificuldade qualitativa na interação social, nas sutilezas da vida social”. Pode ser sensibilidade a barulho, pouca compreensão de ironia ou mesmo vontade de evitar muito contato. Quando essas pessoas entram no mercado de trabalho enfrentam grandes desafios, principalmente nas relações humanas e de comportamento. Veja abaixo dicas de especialistas de como lidar com as dificuldades.

Como abordar isso na entrevista?

A condição da pessoa com transtorno do espectro autista vem ganhando atenção e mais conscientização nos últimos tempos, mas não é isenta de estigmas e preconceitos. Luciana Morilas, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto que estuda o assunto, diz que “é importante que a pessoa com TEA mencione sua condição na entrevista”. Segunda ela, a clareza e transparência na comunicação são essenciais porque essa condição vai aparecer em algum momento e a relação com a empresa pode ficar prejudicada.

As pessoas com TEA não devem encarar a disputa por vagas com pessimismo e dificuldade, podendo enxergar até uma enorme oportunidade no meio. Isso porque, desde 2012, o espectro autista se encaixa em vagas para deficientes e os portadores de autismo podem usar isso como uma vantagem. Inclusive, segundo a professora comenta, “as empresas precisam cumprir e frequentemente reclamam de não conseguir encontrar profissionais qualificados”.

Se a vaga for de ampla concorrência, Luciana Morilas ressalta que a comunicação franca é a melhor forma de abordar, mas talvez haja uma forma mais apropriada. “Como existe muito preconceito, talvez seja o caso de a pessoa contar mais ao final da entrevista, num momento em que ela já demonstrou suas potencialidades e já convenceu quem a entrevista de que ela é o melhor perfil para a vaga. Mas a transparência é sempre a melhor opção.”

Como a empresa deve encarar a situação?

Já por parte da gestão, também há recomendações sobre como abordar a questão. “A primeira orientação é sempre perguntar à pessoa tanto suas dificuldades quanto suas habilidades. Há pessoas TEA que são extremamente concentradas e isso pode ser um diferencial muito positivo para uma empresa, desde que sejam respeitadas outras necessidades dessa pessoa, como uma forma de redução de barulho, por exemplo”, explica Luciana.

A segunda orientação é adaptar o trabalho, mas “sempre de acordo com o formato como a pessoa demanda, não na forma como nós achamos que seria importante”. Ela comenta que, por vezes, as empresas, no intuito de ajudar, acabam criando “empecilhos e necessidades mirabolantes e caras que não melhoram a situação da pessoa com deficiência e geram custos altos e desnecessários”. Portanto, há situações em que menos é mais e a chave é a mesma que ela mencionou para os TEA: comunicação e transparência.

Nenhum ‘bicho de sete cabeças‘

A conclusão é que a relação não deve ser vista como um grande empecilho, mas como uma relação empregador-empregado que, por vezes, exige algumas particularidades. No fim, “a comunicação é sempre o melhor caminho. A pessoa com TEA precisa comunicar ao empregador suas necessidades de forma transparente e direta. Quais os principais problemas que ela tem? Sensibilidade a barulhos, por exemplo? Comunicar que ela precisa de um ambiente tranquilo é a primeira providência”, exemplifica a especialista.

“Para as empresas é a mesma coisa: comunicar com o trabalhador todas as tarefas que precisam ser realizadas e como. É comum que pessoas com transtorno do espectro autista sejam literais. Então, esperar que elas interpolem as necessidades do seu trabalho não vai funcionar. Raramente elas entendem ironia, um jeito de falar muito comum ao brasileiro. A ideia é ser muito direto, objetivo e transparente na comunicação. O custo é zero e melhora muito as relações”, complementa.

Outras dicas

Fábio Sato, psiquiatra especializado em transtorno do espectro autista, reforça que as pessoas TEA devem seguir com seus objetivos normalmente. Caso haja dificuldades, indica um site americano chamado Autism Speaks, que dá algumas dicas de como elaborar o currículo, de como se comportar na entrevista e como procurar emprego.

No Brasil, existe uma empresa chamada Specialisterne que faz essa mediação entre a empresa empregadora e a pessoa TEA que quer trabalhar. Há também faculdades inclusivas que são melhor adaptadas para receber essas pessoas, como o Senac. “Acho que tudo isso ajuda e que a busca é contínua”, diz Sato.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 10:42h • 24 de janeiro de 2026

Centenário de Quatá tem shows e celebração popular neste sábado, dia 24

Shows culturais e musicais na Praça da Fonte marcam as comemorações do centenário do município

Descrição da imagem

Mundo • 10:07h • 24 de janeiro de 2026

Bebê conforto: o que observar na compra e uso para segurança da criança no carro

Inmetro alerta sobre os cuidados essenciais na escolha e uso do bebê conforto para proteger as crianças no transporte

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 09:31h • 24 de janeiro de 2026

Prefeitura de Assis retoma parceria com a APASS e restabelece serviços de proteção animal

Novo acordo ajusta valores aos parâmetros regionais e garante retomada dos serviços no município

Descrição da imagem

Saúde • 09:03h • 24 de janeiro de 2026

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro no país

Não há garantia sobre conteúdo ou qualidade dos produtos, diz agência

Descrição da imagem

Cidades • 08:34h • 24 de janeiro de 2026

Praça do Jardim Europa segue inacabada um ano após anúncio e gera queixas de abandono em Assis

Obra anunciada no início de 2025 teve avanço interrompido após furto de fiação, não foi entregue e hoje apresenta mato alto e estruturas tomadas pela vegetação

Descrição da imagem

Economia • 08:08h • 24 de janeiro de 2026

MEIs excluídos do Simples Nacional têm até 31 de janeiro para regularizar pendências

Procedimento é necessário para que o empreendedor possa voltar a atuar formalmente como MEI no ano-calendário vigente

Descrição da imagem

Economia • 20:38h • 23 de janeiro de 2026

Bilionários acumulam US$ 18,3 trilhões e ampliam desigualdade global, aponta IJF

IJF aponta concentração histórica de renda, impacto ambiental desproporcional e defende tributação progressiva dos super-ricos

Descrição da imagem

Policial • 19:29h • 23 de janeiro de 2026

Caça-níqueis e equipamentos do jogo do bicho são apreendidos no centro de Paraguaçu Paulista

Ação ocorreu após denúncia de exploração de jogos de azar em bar da região central do município

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar