Saúde • 16:00h • 12 de abril de 2026
Como identificar sinais de gravidade na saúde de crianças e bebês
Febre em recém-nascidos, dificuldade para respirar, convulsões e desidratação estão entre os principais alertas para buscar atendimento imediato
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Playpress Assessoria | Foto: Divulgação
Saber identificar quando uma criança precisa de atendimento de urgência pode fazer diferença no desfecho de um quadro clínico. Diante da superlotação dos serviços hospitalares e da redução de pediatras na atenção básica, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) orienta famílias sobre quais sinais exigem avaliação imediata e quais situações podem aguardar acompanhamento médico regular.
Segundo o vice-presidente da entidade e coordenador do Pediatric Advanced Life Support (PALS) no polo SBP-RS, Silvio Baptista, alguns sintomas não devem ser ignorados ou adiados. Ele destaca que febre em recém-nascidos, dificuldade respiratória, alterações de consciência, convulsões e sinais de desidratação estão entre os quadros que exigem busca imediata por atendimento.
Recém nascidos e bebês
Nos primeiros dias e semanas de vida, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos. Entre os recém-nascidos, chamam atenção sinais como pele ou olhos amarelados em piora, dificuldade para mamar, ausência de urina, alterações no padrão respiratório, pausas na respiração e febre acima de 37,5ºC medida com termômetro digital axilar, após ajuste de ambiente e vestimenta. Alterações no coto umbilical, como mau cheiro ou presença de secreção, também indicam necessidade de avaliação rápida.
Em bebês, alguns sintomas ajudam a diferenciar situações que exigem urgência. Febre que não melhora com medicação, duração superior a 48 horas sem diagnóstico definido, prostração, manchas na pele, dificuldade para respirar e respiração acelerada ou com esforço são sinais importantes. Também entram nesse grupo vômitos repetitivos, presença de sangue, recusa alimentar acompanhada de sinais de desidratação, como ausência de lágrimas e saliva, além de dor com choro persistente e difícil de consolar.
Crianças e adolescentes
Para crianças maiores e adolescentes, os alertas incluem dificuldades de equilíbrio, alteração do nível de consciência, sangramentos por orifícios naturais, dores intensas que não cedem com medicação habitual e sinais de intoxicação por álcool ou outras substâncias, especialmente quando há mudança de comportamento.
Existem ainda situações que exigem atenção imediata em qualquer idade.
Traumatismo craniano com sonolência ou alteração de comportamento, quedas com suspeita de fratura, ferimentos profundos, ingestão ou aspiração de objetos, reações alérgicas com dificuldade para respirar, queimaduras extensas, desmaios e crises convulsivas são exemplos de quadros que não devem esperar.
A entidade também reforça que os serviços de emergência utilizam classificação de risco, o que significa que o atendimento segue a gravidade do caso, e não a ordem de chegada. Essa organização busca garantir que pacientes em situação mais crítica sejam atendidos com prioridade.
Além de reconhecer os sinais de alerta, os pediatras destacam a importância do acompanhamento regular com profissionais de saúde, o que ajuda a prevenir complicações e orientar as famílias sobre como agir diante de diferentes situações.
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