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Saúde • 13:41h • 24 de agosto de 2024

Como a imunização da gestante protege o bebê durante a gravidez e após o nascimento

Entenda como os anticorpos transferidos pela placenta e pelo leite materno ajudam a fortalecer a imunidade do recém-nascido

Da Redação | Com informações do Butantan | Foto: Divulgação

Após o nascimento, o aleitamento materno desempenha um papel essencial na continuidade da proteção imunológica
Após o nascimento, o aleitamento materno desempenha um papel essencial na continuidade da proteção imunológica

A imunização durante a gravidez é essencial não apenas para a saúde da gestante, mas também para a proteção do bebê. Quando uma mulher grávida recebe vacinas, seu organismo produz anticorpos que são transferidos ao feto através da placenta, garantindo uma proteção precoce contra diversas doenças. Esse processo, conhecido como “imunização passiva”, continua a proteger o recém-nascido após o nascimento, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento.

Os anticorpos do tipo IgG, produzidos pela gestante após a vacinação, são capazes de atravessar a barreira placentária e chegar à circulação do bebê. Este transporte de anticorpos começa por volta da 13ª semana de gestação e continua até o nascimento, proporcionando ao recém-nascido uma proteção crucial contra infecções durante os primeiros meses de vida. Esse tipo de imunidade é fundamental, pois o sistema imunológico do bebê só começa a se robustecer por volta dos seis meses de idade.

Após o nascimento, o aleitamento materno desempenha um papel essencial na continuidade da proteção imunológica. O leite materno, especialmente o colostro, é rico em anticorpos que ajudam a proteger o bebê contra infecções respiratórias e gastrointestinais. Durante a amamentação, os anticorpos presentes no leite materno podem ser absorvidos pelo trato gastrointestinal do bebê, oferecendo uma camada adicional de proteção contra microrganismos nocivos.

Estudos realizados durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, demonstraram a presença de anticorpos contra o SARS-CoV-2 no leite de mães vacinadas, evidenciando o potencial do aleitamento materno em proporcionar imunidade passiva mesmo após o parto.

Além de fornecer nutrientes essenciais, o leite materno é considerado a primeira “vacina” natural do bebê, reforçando seu sistema imunológico, regulando a pressão arterial e contribuindo para o bem-estar geral. Por esses motivos, o aleitamento materno exclusivo é altamente recomendado até os seis meses de idade, período em que o bebê mais se beneficia dos anticorpos e outros componentes imunológicos presentes no leite.

A prática do aleitamento materno é tão valorizada que, desde 1992, o mês de agosto é dedicado a promover sua importância no Brasil, através da campanha “Agosto Dourado”. Essa iniciativa ressalta o padrão ouro de qualidade do leite materno e a importância de garantir que todos os bebês recebam os benefícios dessa primeira “vacina” natural.

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