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Ciência e Tecnologia • 17:06h • 01 de setembro de 2025

Como a IA afeta a produção literária e o mercado editorial

Uso de algoritmos na criação de obras literárias - antes uma atividade exclusiva dos seres humanos e agora também feita por máquinas - gera dúvidas, incertezas e conflitos éticos

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Para lidar com a presença da inteligência artificial no mercado editorial, a Editora da USP (Edusp) vem adotando uma política de restrição total nos títulos que publica.
Para lidar com a presença da inteligência artificial no mercado editorial, a Editora da USP (Edusp) vem adotando uma política de restrição total nos títulos que publica.

O cancelamento de um concurso literário no mês passado mostrou como a inteligência artificial (IA) já começa a impactar a produção literária e o mercado editorial no Brasil. Das 900 obras recebidas, 40 apresentaram sinais claros de uso de IA e outras 60 levantaram suspeitas. O caso trouxe à tona um debate cheio de dúvidas e expectativas.

Especialistas ouvidos pelo Jornal da USP destacam que a tecnologia avança rápido e já produz textos cada vez mais próximos aos humanos, o que dificulta distinguir autoria. Para o sociólogo Glauco Arbix (USP), isso levanta questões éticas e de qualidade: algoritmos reproduzem vieses culturais e políticos e podem substituir não só músculos, como no passado, mas também mentes, afetando a criatividade e o pensamento humano. Ele defende educação digital, transparência no uso e cautela em vez de simples proibições.

O escritor e professor Fernando Paixão (IEB-USP) vê menos riscos para a literatura de alta qualidade, já que a IA tende a reproduzir padrões médios. Para ele, o algoritmo pode até atender ao mercado de best-sellers ou autoajuda, mas não substitui a ousadia criativa que renova a literatura. Ainda assim, alerta que editoras podem preferir usar IA para cortar custos, deixando escritores medianos em desvantagem.

Já a professora Marisa Midori Deaecto (ECA-USP) considera o momento “assustador” por colocar em dúvida noções de autoria. Se antes a chegada do livro digital já havia questionado direitos autorais, agora a IA complica ainda mais o limite entre criação humana, plágio e cópia. Para ela, trata-se de um marco histórico: pela primeira vez, a escrita pode ser totalmente delegada a uma máquina, o que exige repensar a função do autor e a própria atividade da escrita.

No mercado, a preocupação já gera medidas concretas. A Editora da USP (Edusp) adotou política de proibição total ao uso de IA: os autores precisam assinar declaração de originalidade e contratos internacionais passaram a incluir cláusulas específicas contra o uso de algoritmos em traduções. O mesmo vale para o Prêmio Jabuti, que também veta obras criadas com inteligência artificial.

Entre restrições, incertezas e expectativas, especialistas concordam que o debate sobre IA e literatura está apenas começando. O desafio será equilibrar inovação tecnológica, ética e a valorização da criatividade humana.

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