Economia • 15:51h • 10 de maio de 2026
Combustíveis recuam em abril após disparada histórica, mas pressão ainda pesa no bolso dos brasileiros
Mesmo com queda de 6% no último mês, diesel segue pressionando custos de transporte, alimentos e inflação em todo o país
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Na Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
Depois de um março marcado por aumentos expressivos nos combustíveis, os preços começaram a dar sinais de alívio em abril. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), houve recuo médio de 6,04% nas distribuidoras no último mês. Ainda assim, o cenário continua longe de tranquilidade para consumidores e empresas.
Isso porque, apesar da queda recente, os combustíveis ainda acumulam alta de 5,41% em 2026, mantendo pressão sobre transporte, logística e inflação indireta em diferentes setores da economia.
O estudo foi elaborado com base na análise de cerca de 497 mil notas fiscais emitidas em todo o país e mostra que o movimento de queda ocorreu de forma desigual entre regiões e tipos de combustível.
Centro-Oeste teve maior queda, enquanto gasolina subiu em parte do país
A região Centro-Oeste registrou a maior retração média no período, com destaque para o Diesel S500, que caiu 12,40% em abril. Mesmo assim, a gasolina comum contrariou a tendência e teve leve alta de 1,05% na região.
Na sequência aparecem Sul e Sudeste entre as regiões com maiores reduções médias nos preços. Já o Nordeste apresentou recuo mais moderado, enquanto o Norte teve comportamento intermediário.
Os dados mostram que o mercado ainda opera de forma bastante instável, com variações diferentes conforme combustível, região e dinâmica local de distribuição.
Após disparada histórica, combustíveis recuam em abril, mas diesel ainda pressiona economia
Diesel continua sendo principal preocupação da economia
Apesar da queda observada em abril, especialistas apontam que o diesel continua sendo o combustível mais preocupante para o cenário econômico brasileiro.
Isso ocorre porque ele impacta diretamente toda a cadeia logística do país, influenciando fretes, transporte de alimentos, produção industrial e preços ao consumidor.
Segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a redução recente deve ser vista com cautela. “A queda observada em abril ocorre após um movimento muito forte de alta e não representa necessariamente uma mudança estrutural. O diesel continua pressionando custos importantes da economia”, afirma.
A pressão se intensificou especialmente após o agravamento das tensões geopolíticas internacionais registradas no fim de fevereiro, que afetaram diretamente o mercado global de petróleo e derivados.
Nordeste concentra maiores altas desde início da crise internacional
No acumulado desde o início da escalada internacional, o Nordeste aparece como uma das regiões mais pressionadas pelos aumentos. Segundo o levantamento, o Diesel S500 acumula alta de até 24,88% na região desde o início da crise geopolítica, enquanto o Diesel S10 registra avanço de 24,39%.
Especialistas destacam que essas oscilações acabam sendo repassadas gradualmente para diferentes setores da economia, influenciando desde alimentos até produtos industrializados.
Etanol surge como alívio parcial para consumidores
Em meio à pressão do diesel, o etanol aparece como o combustível que mais ajudou a aliviar os custos para parte dos consumidores. O levantamento mostra que ele foi o único combustível a registrar queda acumulada em grande parte do país ao longo do ano, com recuo médio de 7,59%.
Mesmo assim, especialistas avaliam que o impacto positivo do etanol é mais limitado no cenário macroeconômico. “O etanol ajuda no orçamento do motorista, mas não possui o mesmo peso estrutural do diesel sobre a formação dos preços da economia”, explica Carlos Pinto, diretor do IBPT.
Mercado segue em alerta para próximos meses
A avaliação do instituto é de que o mercado de combustíveis continua operando em ambiente de forte volatilidade, sujeito a novos reajustes e influências externas.
Entre os fatores que seguem no radar estão tensões internacionais, comportamento do petróleo, câmbio e dinâmica de repasse ao longo da cadeia de distribuição.
Para especialistas, mesmo com o recuo recente, os preços ainda permanecem em níveis elevados quando comparados ao início do ano, mantendo impacto relevante sobre empresas, consumidores e inflação.
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