Saúde • 18:28h • 25 de abril de 2026
Câncer de testículo cresce entre jovens e esbarra em tabu e desinformação
Especialistas alertam que chances de cura ultrapassam 95% quando descoberta precocemente
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Arquivo/Âncora1
O câncer de testículo, mais comum entre adolescentes e adultos jovens, ainda enfrenta barreiras importantes para o diagnóstico precoce no Brasil. Tabu, vergonha e desinformação continuam sendo fatores que dificultam a identificação da doença, que tem altas chances de cura quando detectada no início.
De acordo com estimativas para o triênio 2026-2028, o país deve registrar cerca de 1,8 mil novos casos. Embora não esteja entre os tipos mais frequentes de câncer em homens, é o tumor maligno mais comum na faixa etária entre 15 e 34 anos.
Sintomas silenciosos exigem atenção
Segundo o oncologista Denis Jardim, especialista em tumores urológicos, os sinais podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras condições. O principal alerta é o aparecimento de um nódulo, geralmente indolor, além de aumento ou endurecimento do testículo.
Outros sintomas incluem alteração no tamanho dos testículos, dor na parte baixa do abdômen, presença de sangue na urina e, em casos raros, sensibilidade nos mamilos ou sinais hormonais precoces.
O autoexame mensal, especialmente após o banho quente, é uma das principais formas de identificar alterações precocemente e buscar avaliação médica.
Fatores de risco e diagnóstico
Entre os fatores de risco estão histórico familiar da doença e casos de criptorquidia, condição em que o testículo não desce para a bolsa escrotal durante a infância. Mesmo após correção, o acompanhamento médico é recomendado.
O diagnóstico inicial é feito por exame clínico, seguido de ultrassonografia e exames laboratoriais. Em casos confirmados, exames de imagem ajudam a definir o estágio da doença e orientar o tratamento.
Tratamento e fertilidade
A abordagem terapêutica depende do estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. A retirada do testículo, procedimento mais comum, não compromete a função sexual quando apenas um é afetado.
Especialistas também orientam que pacientes discutam a preservação da fertilidade antes do início do tratamento, com possibilidade de congelamento de esperma.
Informação como ferramenta de prevenção
Apesar de não haver uma forma direta de prevenir o câncer de testículo, o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento. A orientação é ampliar o acesso à informação e reduzir o tabu em torno da saúde masculina.
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