• Copa do Mundo reacende nostalgia das ruas pintadas e das famílias reunidas no Brasil
  • Assis recebe encontro regional da Defesa Civil com foco no combate a queimadas
  • Assis realiza mutirão de empregos com 50 vagas em parceria com a Raízen
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 08:34h • 04 de abril de 2026

Câncer de esôfago mata quase quatro vezes mais homens no Brasil e acende alerta sobre álcool e tabaco

Doença segue em alta no país, com mais de 8 mil mortes por ano e diagnóstico frequentemente tardio

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sensu Comunicação | Foto: Divulgação

Doença silenciosa e letal: câncer de esôfago mantém alta mortalidade no país
Doença silenciosa e letal: câncer de esôfago mantém alta mortalidade no país

O câncer de esôfago segue como um dos tumores mais letais no Brasil e apresenta forte desigualdade entre homens e mulheres. Dados recentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) mostram que a doença matou 8.677 pessoas em 2024, sendo 6.830 homens e 1.847 mulheres, uma diferença que se aproxima de quatro vezes mais óbitos no público masculino.

O cenário está no centro da campanha Abril Azul Claro, que busca ampliar a conscientização sobre um tipo de câncer ainda diagnosticado, na maioria das vezes, em estágio avançado. A principal explicação para a disparidade está na maior exposição dos homens a fatores de risco ao longo da vida, especialmente o consumo de álcool e o tabagismo.

Além da mortalidade elevada, o número de casos também chama atenção. Estimativas apontam cerca de 11,3 mil novos diagnósticos por ano no país, mantendo a doença como um problema relevante de saúde pública.

A análise histórica indica que o câncer de esôfago se mantém em patamar elevado no Brasil, com tendência de crescimento nos últimos anos. Após relativa estabilidade entre 2016 e 2019, com números entre cerca de 8,3 mil e 8,7 mil mortes anuais, houve uma leve queda em 2020, durante a pandemia, seguida de nova alta. Em 2024, o número voltou a subir, atingindo o maior patamar da série recente.


Segundo o cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes, presidente da SBCO, esse comportamento acompanha um movimento mais amplo observado em diferentes tipos de câncer. “O aumento está relacionado ao envelhecimento da população e à maior exposição a fatores de risco ao longo do tempo, incluindo o enfraquecimento de campanhas antitabagismo”, afirma.

A distribuição regional também revela desigualdades. O Sudeste concentra o maior número de mortes, com 3.877 óbitos em 2024. O Nordeste aparece na sequência e tem registrado crescimento consistente nos últimos anos. Já o Sul apresenta números elevados, mas com leve recuo recente, enquanto Centro-Oeste e Norte mantêm volumes menores, porém com tendência de aumento.

Para especialistas, parte dessas diferenças pode estar ligada ao acesso desigual ao diagnóstico e ao tratamento. Regiões com menor estrutura de saúde podem registrar subnotificação e atraso na identificação da doença, o que agrava o cenário.

A ausência de um método de rastreamento estruturado é um dos principais desafios. Sem exames de rotina específicos, muitos casos só são identificados quando já apresentam sintomas, o que reduz as chances de tratamento eficaz.

Entre os sinais de alerta estão dificuldade para engolir, perda de peso sem causa aparente, dor ou queimação no peito, rouquidão persistente e indigestão frequente. Como esses sintomas podem ser confundidos com problemas gastrointestinais comuns, é frequente que o diagnóstico ocorra tardiamente.

Os principais fatores de risco estão ligados à irritação crônica do esôfago. O consumo de álcool e o tabagismo aparecem como os principais vilões, seguidos por obesidade, alimentação rica em ultraprocessados, ingestão frequente de bebidas muito quentes e baixo consumo de frutas e vegetais.

A SBCO reforça que não existe nível seguro para o consumo de álcool ou produtos derivados do tabaco. O alerta inclui também dispositivos eletrônicos, como cigarros eletrônicos e narguilé, que vêm ganhando espaço, especialmente entre os mais jovens.

Outras condições associadas ao aumento do risco incluem refluxo gastroesofágico, esôfago de Barrett e histórico de radioterapia na região torácica. O diagnóstico é feito, na maioria dos casos, por endoscopia com biópsia, complementada por exames de imagem para avaliar a extensão da doença. O tratamento varia conforme o estágio e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, muitas vezes de forma combinada.

Apesar dos avanços terapêuticos, especialistas reforçam que a prevenção ainda é a principal estratégia para reduzir o impacto da doença. Reduzir o consumo de álcool, evitar o tabagismo e buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes seguem como as principais formas de enfrentar o problema.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 20:26h • 25 de maio de 2026

Copa do Mundo reacende nostalgia das ruas pintadas e das famílias reunidas no Brasil

Entre memórias das ruas pintadas, reuniões em família e consumo digital dos jogos, torneio segue como um dos maiores símbolos emocionais da identidade brasileira

Descrição da imagem

Mundo • 19:23h • 25 de maio de 2026

Nova ofensiva migratória dos EUA aumenta risco para brasileiros que tentam mudar de status no país

Diretriz interna amplia poder de decisão de agentes de imigração e endurece análise sobre intenção migratória de estrangeiros que entram como turistas

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 18:19h • 25 de maio de 2026

Wellness muda hábitos de consumo e bares passam a investir em drinks funcionais

Com avanço das bebidas sem álcool e do consumo equilibrado, estabelecimentos começam a adaptar cardápios para públicos que buscam socialização sem abrir mão do bem-estar

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:36h • 25 de maio de 2026

Arraiá Vila Agro terá shows, culinária típica e atrações juninas em Assis

Evento acontece no dia 12 de junho com programação voltada à cultura popular, agricultura familiar e música ao vivo

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:01h • 25 de maio de 2026

São Paulo relança guia de observação de vida silvestre e impulsiona turismo de natureza

Secretaria de Turismo e Viagens apresenta segunda edição da publicação durante o Avistar Brasil 2026, ampliando a promoção de destinos paulistas voltados à observação da fauna e ao ecoturismo

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:28h • 25 de maio de 2026

Florínea anuncia Festa Julina 2026 com três dias de programação, comidas típicas e quadrilhas

Evento será realizado entre os dias 24 e 26 de julho na Garagem Municipal e terá entrada gratuita

Descrição da imagem

Educação • 16:14h • 25 de maio de 2026

Unesp divulga calendário do vestibular 2027 com datas de provas e resultados

Universidade aplicará primeira fase no dia 22 de novembro; pelo quinto ano consecutivo, também será oferecida videoprova em Libras

Descrição da imagem

Saúde • 15:51h • 25 de maio de 2026

Diabetes afeta saúde emocional de 7 em cada 10 brasileiros, aponta pesquisa

Estudo mostra aumento da ansiedade, sensação de isolamento e impacto na rotina de pacientes; especialistas defendem ampliação do acesso a tecnologias de monitoramento

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar