Saúde • 09:21h • 02 de fevereiro de 2026
Check-up oftalmológico infantil ajuda a evitar dificuldades no ano letivo
Especialista explica sinais discretos que podem comprometer o aprendizado e reforça a importância do check-up oftalmológico infantil
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Grupo DP Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a proximidade do início do ano letivo, a atenção de pais e responsáveis costuma se concentrar na compra de materiais escolares, organização da rotina e preparação das crianças para a volta às aulas. No entanto, um cuidado essencial muitas vezes fica em segundo plano: a avaliação oftalmológica infantil, capaz de identificar distúrbios visuais silenciosos que podem interferir diretamente no desempenho escolar.
Segundo a médica oftalmologista Débora Schueda Bier Figueiredo, do Oftalmos Hospital de Olhos, dificuldades aparentemente simples podem estar relacionadas à visão. Apertar os olhos para enxergar, queixas frequentes de dor de cabeça, cansaço excessivo ou queda no rendimento escolar estão entre os sinais que merecem atenção. De acordo com a especialista, esses sintomas podem surgir já nos primeiros meses de aula e impactar o processo de aprendizagem.
Além dos sinais mais evidentes, a médica destaca comportamentos discretos que costumam passar despercebidos no dia a dia. Aproximar objetos com frequência, trocar linhas durante a leitura, perder o ritmo da escrita, reclamar de incômodo constante nos olhos ou apresentar irritabilidade são indicativos que podem apontar a necessidade de avaliação especializada. Em muitos casos, a criança não consegue identificar que enxerga mal, pois não tem referência de outra forma de visão, o que pode levar à desmotivação e à dificuldade de aprendizado.
O uso prolongado de telas também aparece como um fator de risco crescente para a saúde ocular infantil. Débora Schueda Bier Figueiredo alerta para o aumento de casos de miopia em idades cada vez mais precoces, associado ao uso excessivo de celulares e tablets. O problema afeta principalmente a visão à distância e pode evoluir rapidamente. Astigmatismo, hipermetropia e desvios oculares também são comuns. Em situações de desvio do olhar, pode ocorrer a ambliopia, conhecida como “olho preguiçoso”, condição que compromete o desenvolvimento visual se não for tratada precocemente.
Importância do acompanhamento desde a primeira infância
De acordo com orientações da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria, o teste realizado ainda na maternidade é o primeiro passo para identificar possíveis alterações. A recomendação é que a primeira consulta oftalmológica completa ocorra entre seis meses e um ano de idade. A partir daí, consultas de rotina anuais contribuem para a detecção precoce de problemas visuais e para a prevenção de impactos no desenvolvimento escolar.
Além do acompanhamento médico regular, a especialista ressalta que hábitos simples ajudam a proteger a visão das crianças. Estimular atividades ao ar livre, realizar pausas durante a leitura e o uso de telas, manter distância adequada dos dispositivos e garantir iluminação correta são medidas que reduzem o desgaste ocular ao longo do dia. Ao perceber qualquer mudança no comportamento visual, a busca por atendimento imediato pode evitar agravamentos e garantir um ano letivo com menos obstáculos ao aprendizado.
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