• Rota da Uva & Vinho: Paraná lança circuito para impulsionar vitivinucultura e valorizar tradições
  • Quer se profissionalizar em 2026? Cursos gratuitos em tecnologia e IA ampliam acesso à qualificação
  • VOCEM enfrenta a Penapolense fora de casa neste sábado pela 7ª rodada do Paulista A4
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 13:38h • 30 de outubro de 2024

CFM: a cada três horas, um médico é vítima de violência no Brasil

Registro de casos passou de 2,7 mil em 2013 para 3,9 mil em 2023

Agência Brasil | Foto: Marcelo Leal/Unsplash

Foram contabilizados, ao todo, 38 mil boletins de ocorrência em que médicos aparecem como vítimas de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal e difamação dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros e laboratórios.
Foram contabilizados, ao todo, 38 mil boletins de ocorrência em que médicos aparecem como vítimas de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal e difamação dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros e laboratórios.

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) indicam que, a cada três horas, um médico é vítima de violência enquanto trabalha em um estabelecimento de saúde público ou privado no Brasil.

O levantamento, divulgado no dia 22 de outubro, foi feito com base em boletins de ocorrência registrados em delegacias de polícia civil de todos os estados brasileiros entre 2013 e 2024.

Atualmente, o país registra média de nove casos de violência contra médicos em ambiente de trabalho por dia, de acordo com a entidade.

“Os dados mostram que a situação fica cada vez mais fora de controle, uma vez que o volume de queixas vem aumentando ano após ano. O recorde foi batido em 2023, mas os dados completos de 2024 somente serão conhecidos ano que vem”, avaliou o CFM em nota.

Ocorrências

Foram contabilizados, ao todo, 38 mil boletins de ocorrência em que médicos aparecem como vítimas de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal e difamação dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros e laboratórios. Segundo o levantamento, 47% desses registros são contra mulheres. Há, inclusive, registros de mortes suspeitas de médicos dentro de estabelecimentos de saúde.

Recorde

Em 2013, foram registrados pouco mais de 2,7 mil boletins de ocorrência desse tipo no país. Dez anos depois, em 2023, o número alcançou a marca de 3,9 mil casos, a maior da série histórica.

“Isso significa dizer que, em média, apenas no ano passado, foram contabilizados 11 boletins de ocorrência por dia no país por conta de situações de violência contra médicos no local onde atuam”, destacou o CFM.

Autores

Os números mostram ainda que 66% dos casos ocorrem em municípios do interior do Brasil. Os autores dos atos violentos são, em grande parte, pacientes, familiares de pessoas atendidas e desconhecidos. Há ainda casos minoritários de ameaça, injúria e até lesão corporal cometidos por colegas de trabalho, incluindo enfermeiros, técnicos, servidores e outros profissionais da saúde.

Estados

São Paulo, que responde atualmente como a unidade federativa com o maior número de registros médicos do país (26% do total), registrou quase a metade dos casos de violência em termos absolutos – 18 mil dos 38 mil contabilizados no Brasil. No estado, a média de idade dos médicos que sofrem algum tipo de violência é 42 anos e cerca de 45% dos registros foram contra médicas.

De acordo com os dados, 45% dos ataques a médicos em São Paulo (8,4 mil casos) ocorreram dentro de hospitais (pronto-socorro, unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico e consultório). Em seguida, entre as maiores ocorrências, estão postos de saúde (18%), clínicas (17%) e consultório (9%). O restante ocorreu em laboratórios, casas de repousos e outros tipos de estabelecimentos.

Já o Paraná, que aparece como o quinto estado com a maior quantidade de médicos, figura em segundo lugar no ranking de violência contra profissionais em estabelecimentos de saúde. A unidade federativa responde por, pelo menos, 3,9 mil casos de ameaça, assédio, lesão corporal, vias de fato, injúria, calúnia, difamação, desacato e perturbação do trabalho contra médicos registrados entre 2013 e 2024. Curitiba concentra 12% dos registros.

Em terceiro lugar está Minas Gerais, segundo estado com o maior número de médicos do Brasil. A Polícia Civil do estado registrou 3.617 boletins de ocorrência envolvendo esse tipo de violência, sendo 22% deles na capital Belo Horizonte.

De acordo com o CFM, o Rio Grande do Norte não encaminhou as informações solicitadas a tempo e o Acre informou não ter os dados em sua base. Já Mato Grosso e Paraná informaram dados relativos à violência em hospitais e clínicas médicas contra qualquer profissão – a partir daí, o conselho elaborou uma estimativa mínima de 10% que envolveria apenas médicos.

Estimativa semelhante foi feita com o Rio de Janeiro, onde a maioria das ocorrências não tem a profissão da vítima; e com as informações prestadas pelo Rio Grande do Sul, que forneceu apenas dados de violência contra médicos sem definir o local onde ocorreu o fato.

Orientações

Em casos de ameaça, o CFM orienta que o médico:

  • registre ocorrência na delegacia mais próxima ou online;

  • informe, por escrito, às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar sobre o ocorrido;

  • apresente dados dos envolvidos e testemunhas;

  • encaminhe o paciente a outro colega, se não for caso de urgência e/ou emergência.

  • Se a ocorrência envolver agressão física, a entidade indica que o profissional:

  • compareça à delegacia mais próxima e registre boletim de ocorrência (haverá necessidade de exame do corpo de delito);

  • apresente dados dos envolvidos na agressão e de testemunhas;

  • comunique o fato imediatamente às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar para que seja providenciado outro médico para assumir suas atividades.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Esporte • 21:35h • 28 de fevereiro de 2026

VOCEM empata com a Penapolense e segue sem vencer no Paulista A4

Jogo no Tenente Carriço termina 0 a 0, mesmo com um jogador a mais no segundo tempo

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 19:32h • 28 de fevereiro de 2026

Violência doméstica e falhas institucionais mantêm feminicídio em alta

Histórico de ameaças, controle e falhas na proteção antecede maioria dos casos no Brasil

Descrição da imagem

Variedades • 18:44h • 28 de fevereiro de 2026

Consumo digital: 54% compram à noite e 67% já desistiram por falhas online, aponta CX Trends 2026

Frete alto lidera abandono com 65%; pesquisa mostra consumidor mais híbrido, exigente e atento à segurança

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 17:31h • 28 de fevereiro de 2026

Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet na velhice

Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina não tem cura, mas estímulos, adaptação da casa e acompanhamento veterinário ajudam a retardar sintomas

Descrição da imagem

Cidades • 17:01h • 28 de fevereiro de 2026

Hospital Regional de Assis recebe freezers de ultracongelamento do PAC-Saúde

Equipamentos de última geração reforçam hemorrede pública e devem ampliar em até 30% o aproveitamento de plasma

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 16:39h • 28 de fevereiro de 2026

Síndrome rara leva dez anos para ser diagnosticada em paciente de 34 anos

Caso de publicitária de 34 anos evidencia desafios no diagnóstico de doenças raras e debate sobre terapias integrativas no Brasil

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:06h • 28 de fevereiro de 2026

Rota da Uva & Vinho: Paraná lança circuito para impulsionar vitivinucultura e valorizar tradições

Com cerca de 60 propriedades listadas em 30 municípios, a rota abrange desde a Região Metropolitana de Curitiba até o Oeste e o Sudoeste do Estado

Descrição da imagem

Saúde • 15:37h • 28 de fevereiro de 2026

Pesquisa revela diferença de 41% no risco de morte entre SUS e rede privada

Pesquisa no Estado de São Paulo mostra maior diagnóstico precoce e menor risco de morte na saúde suplementar

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar