• Sexta-feira Santa: o que a medicina revela sobre a crucificação de Jesus
  • São Caetano x Vocem: onde assistir ao vivo, horário e detalhes do jogo pela A4
  • Cruzália celebra 61 anos com show neste sábado e programação especial em abril
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 13:38h • 30 de outubro de 2024

CFM: a cada três horas, um médico é vítima de violência no Brasil

Registro de casos passou de 2,7 mil em 2013 para 3,9 mil em 2023

Agência Brasil | Foto: Marcelo Leal/Unsplash

Foram contabilizados, ao todo, 38 mil boletins de ocorrência em que médicos aparecem como vítimas de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal e difamação dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros e laboratórios.
Foram contabilizados, ao todo, 38 mil boletins de ocorrência em que médicos aparecem como vítimas de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal e difamação dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros e laboratórios.

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) indicam que, a cada três horas, um médico é vítima de violência enquanto trabalha em um estabelecimento de saúde público ou privado no Brasil.

O levantamento, divulgado no dia 22 de outubro, foi feito com base em boletins de ocorrência registrados em delegacias de polícia civil de todos os estados brasileiros entre 2013 e 2024.

Atualmente, o país registra média de nove casos de violência contra médicos em ambiente de trabalho por dia, de acordo com a entidade.

“Os dados mostram que a situação fica cada vez mais fora de controle, uma vez que o volume de queixas vem aumentando ano após ano. O recorde foi batido em 2023, mas os dados completos de 2024 somente serão conhecidos ano que vem”, avaliou o CFM em nota.

Ocorrências

Foram contabilizados, ao todo, 38 mil boletins de ocorrência em que médicos aparecem como vítimas de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal e difamação dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros e laboratórios. Segundo o levantamento, 47% desses registros são contra mulheres. Há, inclusive, registros de mortes suspeitas de médicos dentro de estabelecimentos de saúde.

Recorde

Em 2013, foram registrados pouco mais de 2,7 mil boletins de ocorrência desse tipo no país. Dez anos depois, em 2023, o número alcançou a marca de 3,9 mil casos, a maior da série histórica.

“Isso significa dizer que, em média, apenas no ano passado, foram contabilizados 11 boletins de ocorrência por dia no país por conta de situações de violência contra médicos no local onde atuam”, destacou o CFM.

Autores

Os números mostram ainda que 66% dos casos ocorrem em municípios do interior do Brasil. Os autores dos atos violentos são, em grande parte, pacientes, familiares de pessoas atendidas e desconhecidos. Há ainda casos minoritários de ameaça, injúria e até lesão corporal cometidos por colegas de trabalho, incluindo enfermeiros, técnicos, servidores e outros profissionais da saúde.

Estados

São Paulo, que responde atualmente como a unidade federativa com o maior número de registros médicos do país (26% do total), registrou quase a metade dos casos de violência em termos absolutos – 18 mil dos 38 mil contabilizados no Brasil. No estado, a média de idade dos médicos que sofrem algum tipo de violência é 42 anos e cerca de 45% dos registros foram contra médicas.

De acordo com os dados, 45% dos ataques a médicos em São Paulo (8,4 mil casos) ocorreram dentro de hospitais (pronto-socorro, unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico e consultório). Em seguida, entre as maiores ocorrências, estão postos de saúde (18%), clínicas (17%) e consultório (9%). O restante ocorreu em laboratórios, casas de repousos e outros tipos de estabelecimentos.

Já o Paraná, que aparece como o quinto estado com a maior quantidade de médicos, figura em segundo lugar no ranking de violência contra profissionais em estabelecimentos de saúde. A unidade federativa responde por, pelo menos, 3,9 mil casos de ameaça, assédio, lesão corporal, vias de fato, injúria, calúnia, difamação, desacato e perturbação do trabalho contra médicos registrados entre 2013 e 2024. Curitiba concentra 12% dos registros.

Em terceiro lugar está Minas Gerais, segundo estado com o maior número de médicos do Brasil. A Polícia Civil do estado registrou 3.617 boletins de ocorrência envolvendo esse tipo de violência, sendo 22% deles na capital Belo Horizonte.

De acordo com o CFM, o Rio Grande do Norte não encaminhou as informações solicitadas a tempo e o Acre informou não ter os dados em sua base. Já Mato Grosso e Paraná informaram dados relativos à violência em hospitais e clínicas médicas contra qualquer profissão – a partir daí, o conselho elaborou uma estimativa mínima de 10% que envolveria apenas médicos.

Estimativa semelhante foi feita com o Rio de Janeiro, onde a maioria das ocorrências não tem a profissão da vítima; e com as informações prestadas pelo Rio Grande do Sul, que forneceu apenas dados de violência contra médicos sem definir o local onde ocorreu o fato.

Orientações

Em casos de ameaça, o CFM orienta que o médico:

  • registre ocorrência na delegacia mais próxima ou online;

  • informe, por escrito, às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar sobre o ocorrido;

  • apresente dados dos envolvidos e testemunhas;

  • encaminhe o paciente a outro colega, se não for caso de urgência e/ou emergência.

  • Se a ocorrência envolver agressão física, a entidade indica que o profissional:

  • compareça à delegacia mais próxima e registre boletim de ocorrência (haverá necessidade de exame do corpo de delito);

  • apresente dados dos envolvidos na agressão e de testemunhas;

  • comunique o fato imediatamente às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar para que seja providenciado outro médico para assumir suas atividades.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cidades • 10:00h • 04 de abril de 2026

Assis está com inscrições abertas para cursos gratuitos com certificação; prazo vai até 10 de abril

Oportunidades incluem Auxiliar Administrativo, Gestão Financeira e Informática, com aulas presenciais e início previsto para 27 de abril

Descrição da imagem

Economia • 09:46h • 04 de abril de 2026

Primeiro Imposto de Renda: o que você precisa saber antes de declarar e evitar erros comuns

Prazo já começou e uso da declaração pré-preenchida cresce, mas estreantes ainda enfrentam dúvidas sobre documentos, regras e escolha do modelo

Descrição da imagem

Saúde • 09:14h • 04 de abril de 2026

Natação supera corrida para fortalecer o coração, aponta estudo

No estudo, apenas a natação promoveu mudanças estruturais significativas no coração, como aumento da massa cardíaca e do ventrículo esquerdo

Descrição da imagem

Saúde • 08:34h • 04 de abril de 2026

Câncer de esôfago mata quase quatro vezes mais homens no Brasil e acende alerta sobre álcool e tabaco

Doença segue em alta no país, com mais de 8 mil mortes por ano e diagnóstico frequentemente tardio

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 08:06h • 04 de abril de 2026

Entenda como mulheres vítimas de violência podem ter acesso ao auxílio-aluguel em SP

Benefício de R$ 500 mensais é voltado a mulheres com medida protetiva e renda de até dois salários mínimos; saiba os requisitos e onde pedir

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 20:41h • 03 de abril de 2026

Mulheres trocam casa por viagem e mudam lógica de consumo em 2026

Crescimento no uso de salas VIP no Brasil reflete nova forma de encarar a experiência de viagem, mais planejada e voltada ao bem-estar

Descrição da imagem

Variedades • 20:13h • 03 de abril de 2026

Sexta-feira Santa: o que a medicina revela sobre a crucificação de Jesus

Especialista analisa, à luz da ciência, os mecanismos físicos envolvidos no episódio histórico lembrado na Sexta-feira Santa

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 19:35h • 03 de abril de 2026

Inteligência artificial muda regras e desafia sustentabilidade do mercado de software

Avanço da automação reduz custo de desenvolvimento, pressiona empresas de tecnologia e levanta debate sobre impacto no emprego e no consumo

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar